NOVA YORK – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta terça-feira (22) o Irã com a possibilidade de “aniquilar” o país persa durante seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Em seu pronunciamento em Nova York, Trump afirmou que terá que decidir entre fechar um acordo com Teerã ou partir para uma ação militar que, segundo ele, poderia destruir a República Islâmica de forma rápida.
- Donald Trump ameaça Irã com a aniquilação e pressiona por acordo durante discurso na ONU.
- Presidente dos EUA condiciona possível ação militar a futuras negociações após eleições de meio de mandato.
- Trump argumenta que o Irã perdeu capacidade militar e enfrenta grave crise econômica.
Apesar da retórica belicista, o republicano demonstrou convicção de que os iranianos aceitarão um acordo após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. “Tenho uma grande decisão a tomar”, declarou Trump, ponderando sobre a escolha entre um tratado ou “aniquilar a República Islâmica e fazê-lo rapidamente”. Ele questionou: “Será que eu levo eles para o inferno, sem chance de sobrevivência?”
Qual a real força do Irã, segundo Trump?
O líder americano reiterou que o Irã deixou de ser uma potência no Oriente Médio e reafirmou seu compromisso inabalável em impedir que Teerã adquira armas nucleares. “Há dois anos, nosso país estava morto. Agora, vivemos uma era de ouro. Agimos de forma decisiva para resolver os problemas do mundo”, declarou Trump, ao abordar diferentes questões internacionais, incluindo o que chamou de “regime fanático do Irã”.
Em seu pronunciamento, o presidente afirmou que Washington já havia dado “todas as chances” para que Teerã chegasse a um acordo antes de uma ação militar. Além disso, destacou que o Irã perdeu sua capacidade militar convencional e enfrenta graves dificuldades econômicas. “O Irã não tem mais Marinha, não tem mais Força Aérea, não tem mais armas”, declarou, acrescentando que “a única coisa que restou foi a inflação, que está destruindo o país deles”.
Trump também pediu que outros países se juntem aos Estados Unidos em uma estratégia de isolamento econômico do Irã e rejeitou críticas sobre uma eventual falta de munição ou armamentos, afirmando: “Nós as temos, e em grande quantidade”.
A visão de Trump sobre a liderança global dos EUA
Antes de abordar o Irã, o líder americano dedicou parte significativa do discurso à situação doméstica dos Estados Unidos, promovendo suas políticas econômicas e criticando a administração anterior. “Os EUA estão de volta. Nosso país está mais forte hoje do que jamais esteve. Nossa economia faz a inveja do mundo, nossos militares são os mais poderosos do mundo, nossa tecnologia não tem rivais”, declarou.
Segundo o presidente Donald Trump, os Estados Unidos estão “liderando em praticamente tudo” e atravessam um período de crescimento: “O nosso poder está se expandindo. Nosso país está indo melhor do que jamais esteve, nosso futuro é muito brilhante”.
Entre as autoridades americanas presentes no plenário durante o discurso estavam a primeira-dama dos EUA, Melania Trump; o secretário de Estado Marco Rubio; o secretário do Tesouro, Scott Bessent; o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz; e a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles.
Da IstoÉ com ANSA
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