Trump ameaça aliados com saída dos EUA da Otan após fim da guerra

Trump ameaça aliados com saída dos EUA da Otan após fim da guerra

"PresidenteCasa Branca confirmou que bombardeiros B-52 sobrevoam o céu do Irã pela 1ª vez desde o início da guerra. Foco é atingir cadeias de suprimentos de armamentos. Acompanhe o conflito.
Trump sugere que aliados abram o Estreito de Ormuz por conta própria, e volta a ameaçar com saída dos EUA da Otan

Bombardeiros americanos B-52 sobrevoam o céu do Irã pela 1ª vez desde o início da guerra

Irã ataca petroleiro no porto de Dubai

Jornalista americana é sequestrada em Bagdá

Comissão parlamentar iraniana aprova projeto para cobrar pedágio em Ormuz

Israel diz que vai ocupar quase 10% do Líbano

Mais de 200 mil pessoas fugiram do Líbano para a Síria

Itália nega aos EUA uso de base na Sicília a aviões envolvidos na guerra

Pentágono nega que Hegseth tenha lucrado com ações de defesa antes da guerra
Israel diz que 4 de seus soldados morreram no front do Líbano

Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio:

Barato e mortal: o drone iraniano que revoluciona a guerra
Poucas horas após os primeiros mísseis americanos e israelenses atingirem Teerã, em 28 de fevereiro, a Guarda Revolucionária do Irã lançou suas primeiras baterias retaliatórias, empregando um dispositivo desenvolvido há anos pelo país e que, em poucos dias, conseguiu penetrar sistemas de defesa aérea de Israel e de estados do Golfo.

Baratos e de fácil produção, os drones iranianos Shahed 136 se consolidaram como um dos principais trunfos do país no conflito, atingindo rapidamente alvos como data centers, infraestrutura energética, aeroportos e até bases navais.

Em duas semanas de trocas de ataques, mais de mil aeronaves desse tipo já haviam sido lançadas pelo Irã. A estratégia aposta no volume, não na precisão: grandes enxames são disparados simultaneamente para saturar as defesas aéreas. Com apenas 3,5 metros de comprimento, eles podem ser lançados a partir de estruturas simples, montadas em poucas horas. A estratégia é a mesma empregada pela Rússia em sua invasão à Ucrânia, que usa os mesmos drones Shahed-136 contra instalações civis do país vizinho.

O preço justifica a quantidade. Um drone Shahed custa entre 20 mil e 50 mil dólares (R$ 100 mil a R$ 261 mil), segundo o Centro para Estudos Internacionais Estratégicos, enquanto o disparo de um único míssil de defesa aérea usado pelos EUA e aliados para derrubar esses drones pode custar entre 1,3 milhão e 4 milhões de dólares. (R$ 6,7 milhões a R$20,9 milhões).

Cálculos da agência Reuters mostram que o custo de apenas um míssil de defesa Patriot seria suficiente para financiar ao menos 115 drones de ataque iranianos.

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UE recomenda menos viagens e mais home office em meio à guerra
O comissário europeu para energia, Dan Jorgensen, instou nesta terça-feira (31/03) os países-membros da União Europeia (UE) a se prepararem para interrupções prolongadas nas cadeias de fornecimento de energia e a começarem a implementar medidas para economizar combustível em meio ao agravamento da guerra no Irã, que tem pressionado os mercados de petróleo e gás.

Numa carta enviada aos 27 países-membros do bloco, Jorgensen incentivou a adoção de um plano de dez pontos elaborado pela Agência Internacional de Energia (AIE) que inclui: incentivo ao home office, car sharing e uso do transporte público; redução do limite de velocidade em autoestradas; medidas para uso de energia elétrica em vez de gás de cozinha; e redução de viagens aéreas.

O plano da AIE foi originalmente elaborado em 2022, no início da guerra na Ucrânia, que também provocou interrupções no mercado global de energia.

Agora, o apelo de Jorgensen é feito num momento em que ministros de energia de países-membros da UE avaliam como lidar com escassez global diária de 11 milhões de barris de petróleo e de mais de 300 milhões de metros cúbicos de gás natural liquefeito (GNL) provocada pela guerra no Irã.

Desde o início do conflito no Oriente Médio, os preços na UE subiram cerca de 70% para o gás e 60% para o petróleo. Em 30 dias de conflito, essa alta já acrescentou 14 bilhões de euros aos custos de importação de combustíveis fósseis da UE.

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Militares libaneses se retiram de cidades na fronteira com Israel
As Forças Armadas do Líbano afirmaram que suas tropas se retiraram em grande parte de algumas cidades na fronteira com Israel, enquanto tropas israelenses continuam avançando ao sul do país.

Em comunicado, o Exército libanês disse que as tropas precisaram se reposicionar para evitar serem dispersas e cortadas de suas linhas de apoio.

A retirada tem ocorrido gradualmente. Moradores que permanecem nas comunidades de maioria cristã de Rmeich e Ain Ebel apelaram à liderança libanesa para que as Forças Armadas permaneçam no local.

O Exército afirmou que manterá soldados nessas cidades.

Israel declarou que o sul do Líbano, até o rio Litani, será uma "zona de segurança" em sua guerra contra o grupo Hezbollah, e que os moradores não poderão retornar até novo aviso.

Mais de 1 milhão de pessoas no Líbano foram deslocadas no último mês por causa do conflito, segundo as autoridades libanesas.

gq/ra (AP)

Trump volta a ameaçar retirar EUA da Otan após fim da guerra
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a dizer que considera retirar o país da Otan devido à falta de apoio dos aliados à ação militar contra o Irã.

Em entrevista ao jornal britânico Daily Telegraph, Trump descreveu a aliança como um "tigre de papel" e afirmou que a saída dos EUA do pacto de defesa agora está "além de reconsideração", citando dúvidas sobre a credibilidade da Otan.

"Sim, eu diria que [está] além de reconsideração", disse Trump ao jornal quando questionado se voltaria a avaliar a permanência dos EUA na aliança após o conflito.

"Sempre fui imune ao apelo da Otan. Sempre soube que eram um tigre de papel. E [Vladimir] Putin sabe disso também, aliás", afirmou.

Na terça-feira (31/03), o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, já havia sinalizado a possibilidade de "reexaminar o valor da Otan para o país".

"Se a Otan significa apenas que nós defendemos a Europa quando ela é atacada, enquanto eles nos negam direitos quando precisamos, esse não é um bom arranjo. É difícil continuar engajado assim."

O que é a Otan?

Também conhecida como Aliança Atlântica, a Organização do Tratado do Atlântico Norte foi fundada em 1949 e atua como uma aliança de segurança coletiva, com o objetivo de proporcionar defesa mútua caso um de seus membros seja ameaçado por um Estado externo.

As partes concordam que um ataque armado contra um de seus membros será considerado um ataque contra todos. Contudo, o fato de o conflito no Oriente Médio ter sido iniciado pelos EUA tem gerado dúvidas na diplomacia europeia sobre a legalidade da ofensiva e a melhor forma de resposta.

Trump vem ameaçando romper relações com seus parceiros desde o início de seu mandato. A retórica se intensificou após suas ameaças de anexar a Groenlândia e, mais recentemente, com a rejeição dos países europeus à proposta de enviar uma operação militar para garantir a navegação no Estreito de Ormuz.

Países como França e Alemanha tentam evitar um embate direto com Washington, mas indicam que só oferecerão apoio direto na região após o fim do conflito.

gq/ra (Reuters, OTS)

EUA empregam bombardeiros B-52 pela 1ª vez no Irã
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou nesta terça-feira (31/03) que as forças americanas sobrevoaram o território iraniano com bombardeiros B-52 pela primeira vez desde o início da guerra.

A informação foi confirmada pelo presidente do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine. "Nos últimos 30 dias, atingimos mais de 11 mil alvos. Com a crescente superioridade aérea, também lançamos as primeiras missões de B-52 sobre território iraniano", disse na ocasião.

Segundo o jornal americano The New York Times, a operação sugere que Washington aposta no enfraquecimento das forças de defesa antiaérea do Irã. Diferentemente de aeronaves projetadas para evitar radares e barragens de mísseis, os B-52 — construídos na década de 1960 — são de grande porte, têm capacidade de carregar ogivas nucleares e, por isso, são menos ágeis e mais vulneráveis a sistemas antiaéreos.

No último mês, os EUA realizaram diversos ataques contra sistemas de defesa iranianos. Não está claro como os B-52 foram empregados nessa primeira ação, mas Caine indicou que o foco das aeronaves não é nuclear, e sim o de destruir "as cadeias de suprimentos que abastecem as instalações de construção de mísseis, drones e navios da Marinha do Irã, sufocando a capacidade do país de repor munições".

gq/ra (OTS)

Jornalista americana é sequestrada em Bagdá; milícia ligada ao Irã é apontada como suspeita
Uma jornalista americana foi sequestrada nesta terça-feira (31/03) em Bagdá. Ela foi identificada como a freelancer Shelly Kittleson por um dos veículos para os quais trabalha.

Um funcionário dos EUA responsabilizou o grupo xiita Kataib Hezbollah pelo sequestro. Trata-se de um grupo paramilitar iraquiano que, assim como o Hezbollah libanês, também compõe o "Eixo da Resistência" do Irã.

O Ministério do Interior do Iraque confirmou o incidente, mas não forneceu mais detalhes. Oficiais de segurança iraquianos afirmaram que dois carros participaram do sequestro. Um deles bateu enquanto era perseguido perto da cidade de Al-Haswa, na província de Babil, ao sudoeste de Bagdá. A jornalista foi então transferida para um segundo veículo, que conseguiu fugir.

O Ministério do Interior informou que as forças de segurança lançaram uma operação para localizar os sequestradores e interceptaram um veículo que capotou durante a fuga. Um suspeito foi preso, segundo o comunicado.

Kittleson atua há muitos anos como freelancer na região, com ampla cobertura na Síria e no Iraque. O site Al-Monitor, especializado em notícias do Oriente Médio, disse estar "alarmado" com o caso e identificou a jornalista como uma colaboradora freelancer da publicação.

"Pedimos sua libertação imediata e em segurança. Apoiamos seu trabalho essencial na região e pedimos seu rápido retorno para continuar sua importante missão."

Dylan Johnson, secretário assistente de Estado para Assuntos Públicos, afirmou no X que o "Departamento de Estado já havia cumprido seu dever de alertar essa pessoa sobre ameaças contra ela".

"Um indivíduo com ligações à milícia Kataib Hezbollah, alinhada ao Irã, e suspeito de envolvimento no sequestro foi detido pelas autoridades iraquianas", acrescentou Johnson.

gq (AFP, AP)

Guerra no Irã impõe desafios inéditos para comércio global
Enquanto os otimistas acreditavam que a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã estava prestes a chegar ao fim, após um mês de conflito, eis que surge mais uma reviravolta.

Logo depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizar que as negociações avançavam e que um acordo de cessar-fogo estava próximo, ele ameaçou redobrar os bombardeios contra instalações de energia e industriais iranianas.
Enquanto isso, o Irã está permitindo que um pequeno número de navios passe pelo Estreito de Ormuz, ao mesmo tempo em que nega quaisquer negociações reais de cessar-fogo em curso.

Sobre um ponto fundamental a maioria dos especialistas concorda: quanto mais o conflito se prolongar, mais devastador será seu impacto sobre o abastecimento energético mundial, a inflação e a estabilidade econômica. Cada semana adicional de interrupção eleva os custos para consumidores e empresas, enquanto o crescimento desacelera.

O Banco da Reserva Federal de Dallas, parte do sistema do banco central dos EUA, previu no início deste mês que um fechamento de três meses ou mais do estreito causaria uma desaceleração do crescimento do PIB global de 2,9%, em termos anualizados, no segundo trimestre do ano.

Sempre que Ormuz — gargalo para 20% do comércio global de petróleo — reabrir, a velocidade da produção de petróleo e gás e a retomada do tráfego de petroleiros determinará a rapidez com que a economia global poderá se recuperar.

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Trump sugere que aliados abram o Estreito de Ormuz por conta própria
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu na manhã desta terça-feira (31/03) aos países que se recusaram a aderir à sua ofensiva militar contra o Irã que ajam com "coragem" e "tomem" o Estreito de Ormuz por conta própria.

"A todos esses países que não conseguem combustível de aviação devido ao (fechamento do) Estreito de Ormuz, como o Reino Unido, que se recusou a se envolver na decapitação do Irã, tenho uma sugestão: primeiro, comprem (petróleo) dos Estados Unidos, temos de sobra; e número dois, encontrem um pouco de coragem tardia, vão ao estreito e TOMEM-NO", escreveu Trump em sua rede social, a Truth Social.

Trump sugeriu que, após iniciar em 28 de fevereiro a ofensiva militar contra o Irã junto com Israel e sem consultar seus aliados, os EUA não têm interesse em abrir o Estreito de Ormuz – que Teerã fechou ao importante tráfego marítimo a partir do Golfo Pérsico – porque o país está menos exposto ao óleo bruto que vem dessa região.

"O Irã já foi essencialmente aniquilado. O mais difícil já foi feito. Vão buscar o seu petróleo", recomendou Trump, em uma mensagem que pode ser lida como uma advertência também aos seus aliados da Otan ou na Ásia, cada vez mais afetados pela interrupção do fluxo de petróleo, gás liquefeito e outras matérias-primas essenciais do Oriente Médio.

"Vocês têm que aprender a lutar por si mesmos. Os Estados Unidos da América não estarão lá para ajudá-los mais, da mesma forma que não estiveram disponíveis quando nós precisamos", lamentou Trump.

jps (EFE)

Chefe de Direitos Humanos da ONU diz que pena de morte a palestinos será crime de guerra
O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou nesta terça-feira (31/02) a nova lei israelense que impõe a pena de morte para palestinos da Cisjordânia condenados por terrorismo e pediu a revogação da norma, uma vez que sua aplicação aos residentes desse território palestino ocupado "constituiria um crime de guerra".

A lei aprovada na segunda-feira pela Knesset (Parlamento israelense) "é claramente incompatível com as obrigações de Israel nos termos do direito internacional, incluindo a relativa ao direito à vida", afirmou.

Além disso, “levanta sérias preocupações sobre violações do devido processo legal, é profundamente discriminatória e deve ser revogada imediatamente”.

A norma estabelece a execução por enforcamento como pena padrão para palestinos condenados na Cisjordânia ocupada por ataques mortais contra israelenses. Não é prevista a possibilidade de indulto e, além disso, a lei determina que as sentenças de morte, uma vez proferidas, devem ser executadas no prazo de 90 dias, o que, segundo Türk, "por si só constitui uma violação do direito internacional humanitário.

jps (EFE)

Secretário de Defesa dos EUA diz não descartar envio de tropas terrestres ao Irã
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, insistiu nesta terça-feira que seu país não descarta “nenhuma opção” na guerra que trava ao lado de Israel contra o Irã, incluindo a possibilidade de um envio de tropas terrestres, e afirmou que preferem parecer "imprevisíveis" diante do adversário.

"Não vamos descartar nenhuma opção. Não é possível travar e vencer uma guerra se se revelar o que se está disposto a fazer ou não, incluindo o envio de tropas para o terreno", respondeu ele a perguntas sobre o envio de pessoal militar americano para o Oriente Médio durante entrevista coletiva no Pentágono.

Segundo Hegseth, essa estratégia funciona porque hoje o Irã acredita que “existem 15 formas diferentes pelas quais poderíamos atacá-los com tropas terrestres” e "elas existem", acrescentou o secretário, que insistiu que "se fosse necessário" poderiam "executar essas opções".

"Talvez as negociações deem certo, ou talvez haja uma abordagem diferente. O segredo está em ser imprevisível e, certamente, não permitir que ninguém saiba o que se está disposto a fazer ou a deixar de fazer", afirmou.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, no entanto, advertiu que o presidente, Donald Trump, "assimilou profundamente as lições do Iraque e do Afeganistão" e garantiu que "não vai repetir esses erros".

Já se passou um mês desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, e os EUA aumentaram sua presença militar no Oriente Médio, com o envio de cerca de 50 mil soldados e supostos planos do Pentágono para uma incursão terrestre no Irã, segundo informações vazadas para a mídia norte-americana.

De acordo com o jornal The Washington Post, não se trataria de uma "invasão em grande escala", mas de uma série de operações cirúrgicas com duração de várias semanas, que empregariam uma combinação de forças de operações especiais e tropas convencionais para enfraquecer as capacidades iranianas no terreno.

jps (EFE)

Mais de 200 mil pessoas fugiram do Líbano para a Síria
Desde o início da invasão israelense no sul do Líbano, no começo de março, mais de 200 mil pessoas deixaram o país rumo à Síria, segundo a ONU.

Quase 180 mil são sírios que originalmente haviam fugido da guerra civil em seu país para o Líbano e que agora estão voltando diante da intensificação do novo conflito, segundo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Outros 28 mil são libaneses, que fugiram dos ataques no sul do país e que também cruzaram a fronteira em busca de maior segurança.

Jps (ots)

Comissão parlamentar iraniana aprova projeto para cobrar pedágio em Ormuz
A Comissão de Segurança Nacional do Parlamento do Irã aprovou um projeto de lei que estabelece o pagamento de pedágios no Estreito de Ormuz, por onde circula 20% do petróleo mundial, e proíbe o trânsito de embarcações dos Estados Unidos e de Israel, segundo informou nesta terça-feira a agência de notícias Fars.

O texto não detalha a quanto chegariam os pedágios no estreito, mas a agência “Tasnim, vinculada à Guarda Revolucionária, afirmou que poderia se tratar de um pagamento de 2 milhões de dólares por navio ou um sistema baseado na carga de cada embarcação, como ocorre no Canal de Suez.

A Tasnim estima que a república islâmica poderia obter cerca de 100 bilhões de dólares anuais por meio desses pedágios, uma quantia superior às receitas das vendas de seu petróleo, estimadas em cerca de 80 bilhões de dólares.

A nova legislação deverá ser aprovada pelo Parlamento e, posteriormente, pelo Conselho dos Guardiães – órgão que pode vetar as decisões da assembleia – para entrar em vigor.

O projeto consiste em quatro partes: segurança marítima; cobrança de taxas por poluição ambiental; cobrança por serviços de praticagem e a criação de um fundo para o desenvolvimento regional.

O Irã mantém o Estreito de Ormuz bloqueado "para seus inimigos" desde o início da guerra lançada por Estados Unidos e Israel contra o país em 28 de fevereiro. Desde então, está permitindo apenas a passagem de petroleiros do que considera países amigos, como Tailândia e Índia.

Dados da consultoria S&P Global Market Intelligence indicam que, no último mês, cerca de 150 navios transitaram pelo estreito, enquanto, antes da guerra, esse era o número de embarcações que passava pela via diariamente.

Este fechamento elevou o preço do petróleo, dado que o estreito é fundamental para o comércio energético global, motivo pelo qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu que o Irã reabra a passagem, algo a que a república islâmica se recusou até o momento.

md (EFE, ots)

Apoio de judeus israelenses à guerra contra Irã cai de 93% para 78%
O apoio dos judeus israelenses à guerra contra o Irã caiu de 93%, na primeira semana do conflito, para 78%, segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto da Democracia de Israel (IDI).

A sondagem, publicada segunda-feira e com recurso a questionários telefónicos e via Internet, entre 22 e 26 de março, indicou ainda assim que mais de três quartos dos judeus israelenses continuam a apoiar à ofensiva militar conjunta com os Estados Unidos, iniciada em 28 de fevereiro.

Por sua vez, somente 19% dos árabes israelenses declararam apoiar a guerra contra o Irã, face a uma aprovação de 26% entre 2 e 3 de março.

A oposição ao conflito também aumentou de 4% para 11,5% entre os judeus israelenses, enquanto 71% da população árabe de Israel condena as ações militares, face a uma porcentagem inicial de 60%.

Em relação ao motivo que levou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a tomar a decisão de atacar o Irã, a maioria dos judeus inquiridos (62%) crê que o chefe do de governo teve em conta "principalmente, questões estratégicas de segurança".

Já os árabes (55%) consideram que Netanyahu teve como principal motivação aspetos "pessoais e políticos", opinião também partilhada por 54,5% dos judeus que se descrevem como de esquerda no espetro partidário.

jps (Lusa)

ONU: Guerra no Irã pode levar 4 milhões à pobreza nos países árabes
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) calcula que a guerra no Oriente Médio pode subtrair das economias dos países árabes entre 3,7% e 6% de seu Produto Interno Bruto (PIB) conjunto e empurrar quatro milhões de pessoas para a pobreza.

As perdas podem chegar a 194 bilhões de dólares, o que supera o crescimento acumulado do PIB regional alcançado em 2025, indicou o escritório regional da agência da ONU em um relatório preliminar publicado nesta terça-feira.

Por outro lado, o desemprego aumentará até 4 pontos percentuais, o que representa uma perda de 3,6 milhões de empregos – número superior ao total de postos de trabalho criados na região em 2025 -, acrescenta o relatório, intitulado Escalada militar no Oriente Médio: implicações econômicas e sociais para a região dos Estados árabes.

Este retrocesso pode empurrar quatro milhões de pessoas para a pobreza, sendo a zona do Levante (Iraque, Líbano, Jordânia, Palestina e Síria) a mais afetada, onde a pobreza aumentaria 5%, atingindo cerca de 3,3 milhões de pessoas, segundo as previsões do organismo.

De fato, o Levante, onde ocorre também uma grave escalada militar israelense no Líbano iniciada dois dias após a guerra no Irã, absorverá 75% do aumento total da pobreza na região.

Como indicou o PNUD, os resultados destacam que os impactos não são uniformes e variam significativamente em toda a região, devido às características estruturais de suas principais sub-regiões.

As estimativas sugerem que as maiores perdas macroeconômicas se concentram no Conselho de Cooperação do Golfo (Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos) e no Levante, onde a elevada exposição às perturbações comerciais e à volatilidade dos mercados energéticos provoca quedas importantes na produção, no investimento e no comércio.

Por outro lado, espera-se que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) diminua em toda a região aproximadamente entre 0,2% e 0,4%, o que equivale a um retrocesso de cerca de meio ano a quase um ano no progresso do desenvolvimento humano.

O diretor do escritório regional do PNUD, Abdallah Al Dardari, afirmou no relatório que esta crise "faz soar os alarmes para que os países da região reavaliem de maneira fundamental suas decisões estratégicas em matéria de políticas fiscais, setoriais e sociais".

Além disso, avaliou as descobertas como "importantes" e "urgentes" para "reforçar a cooperação regional para diversificar as economias, indo além da dependência do crescimento impulsionado pelos hidrocarbonetos".

md (EFE, ots)

Israel diz que vai manter ocupação de quase 10% do território do Líbano
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, disse nesta terça-feira que seu país controlará o sul do Líbano até o rio Litani, o que equivale a cerca de 8% da extensão do território libanês.

"Ao final da operação, as Forças de Defesa de Israel estabelecerão uma zona de segurança dentro do Líbano – uma linha defensiva contra mísseis antitanque – e assumirão o controle de segurança de toda a área até o Litani", detalhou Katz.

Além disso, o ministro reiterou que as centenas de milhares de deslocados do sul do Líbano não poderão retornar às suas casas "até que se garanta a segurança" dos habitantes do norte de Israel e que "todas as residências nas aldeias próximas à fronteira" serão demolidas seguindo o modelo da Faixa de Gaza.

Especificamente, Katz disse que o "modus operandi" será o mesmo aplicado nas cidades de Rafah e Beit Hanoun, nos extremos sul e norte da Faixa, respectivamente, arrasadas por Israel nestes dois anos de ofensiva por terra, mar e ar. Ambas permanecem agora sob controle militar israelense.

"Estamos decididos a separar o Líbano da influência iraniana, a erradicar a ameaça representada pelo Hezbollah e a mudar definitivamente a situação no Líbano com uma presença de segurança", acrescentou o ministro, assim como ocorre "na Síria e em Gaza"

md (EFE, ots)