Trump acusa Otan de cometer ‘erro estúpido’ por não ajudar no Estreito de Ormuz

O presidente americano, Donald Trump, classificou nesta terça-feira (17) a recusa de vários países da Otan em auxiliar os Estados Unidos no Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã após o ataque israelense-americano, como um “erro muito estúpido”.

“Acho que a Otan está cometendo um erro muito estúpido”, disse ele a repórteres no Salão Oval, pouco depois de declarar em sua rede social Truth Social que não precisava mais da ajuda deles para abrir essa via estratégica para a economia global.

“Eu digo há muito tempo que me perguntava se a Otan algum dia estaria lá para nós. Então,este foi um grande teste, porque não precisamos deles, mas eles deveriam estar lá”, insistiu.

“Outra coisa, que considero muito importante, é que não tínhamos que estar lá para a Ucrânia”, acrescentou o presidente americano, ao receber o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, por ocasião do St. Patrick’s Day (Dia de São Patrício).

“Ajudamos a Ucrânia, e eles não ajudam o Irã, e todos reconhecem que o Irã não deveria ter armas nucleares”, acrescentou Trump. “É muito ruim para a Otan”, opinou.

“Não ‘precisamos’ nem queremos mais a ajuda dos países da Otan”, afirmou o presidente americano pouco antes na sua plataforma Truth Social. “O mesmo vale para o Japão, a Austrália e a Coreia do Sul. (…) NÃO PRECISAMOS DA AJUDA DE NINGUÉM!”, concluiu.

No Salão Oval, porém, ele afirmou que os Estados Unidos “gostariam de receber um pouco de ajuda” na detecção de minas no Estreito de Ormuz.

Questionado sobre suas intenções em relação à aliança de defesa transatlântica, da qual os Estados Unidos são a pedra angular, o republicano manteve-se evasivo.

“Não tenho nada específico em mente”, declarou, acrescentando, após discutir os gastos dos EUA com a Otan: “Certamente é algo que devemos considerar”.

Ele considerou que o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, cometeu um “grande erro” ao rejeitar seu pedido de ajuda e descartou a oposição de Emmanuel Macron, ao declarar que o presidente francês deixaria o cargo em breve.

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