O influenciador Felca, 27 anos, esteve ontem em uma audiência relacionada ao processo envolvendo Hytalo Santos e seu marido, Israel Nata Vicente. Ouvido na condição de testemunha, o influenciador disse ter saído da sessão com a sensação de estar em um “circo com palhaços sem graça”.
Segundo ele, grande parte dos questionamentos feitos pela defesa não tinha relação direta com o caso. “Logo no começo da audiência ficou claro que os advogados estavam mais focados em tentar me desqualificar do que em defender o réu”, afirmou. Felca descreveu o clima como caótico, com interrupções constantes e perguntas que classificou como absurdas.
Felca também relatou que um trecho da audiência acabou sendo divulgado sem sua autorização, embora não tenha apontado quem teria sido responsável pelo vazamento. No vídeo que circulou nas redes sociais, advogados de Hytalo questionam se Felca recebeu pagamento do YouTube pelo vídeo “Adultização”, produção que impulsionou o debate sobre a exploração da imagem de crianças por influenciadores digitais. Ao responder que o conteúdo não foi monetizado, ele foi confrontado sobre um possível aumento de audiência e convites para programas de TV após a publicação.
Na gravação, a defesa afirma que as perguntas tinham como objetivo verificar a credibilidade da testemunha. Um dos advogados sustenta que os questionamentos eram pertinentes por estarem ligados à prova que motivou o Ministério Público a iniciar a ação penal.
Durante a audiência, o juiz também fez perguntas a Felca sobre os vídeos de Hytalo Santos. Ele quis saber a idade de Kamylinha quando passou a aparecer nas gravações e quais tipos de roupas usava. Felca respondeu que, em alguns conteúdos, ela tinha apenas 12 anos, destacando que havia tanto trajes mais discretos quanto outros que ele considerava inadequados. Segundo ele, a análise da idade foi feita com base na data de publicação dos vídeos e no cálculo a partir da idade atual da jovem.
Por fim, Felca explicou nas redes sociais por que adotou um tom mais contido na audiência, diferente do estilo usado em seus vídeos. “Um tribunal não é rede social. Minha intenção foi colaborar com a Justiça, apresentando os fatos com responsabilidade e respeito, sem transformar isso em espetáculo. Indignação performática não faz parte desse ambiente. A galhofa ficou por conta dos advogados do Hytalo”, escreveu nos stories.
