O TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) concedeu por unanimidade nesta quarta-feira, 2, prisão domiciliar a Roberto Jefferson após um relatório apresentar que o político está com a saúde debilitada. O ex-deputado está detido por disparar tiros e granadas contra agentes da PF (Polícia Federal) em 2022.
Apesar da decisão da Justiça Federal, a medida não terá efeito imediato já que Jefferson também é alvo de outra ordem de prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
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O TRF-2 determinou que Jefferson vá para regime domiciliar humanitário após análise de um relatório da Junta Médica da Seap-RJ (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária). O documento informou que o ex-deputado está enfrentando complicações de saúde após sofrer uma infecção.
A relatora do processo, Andréa Esmeraldo, decidiu que Jefferson está proibido de usar as redes sociais ou aplicativos de comunicação, além de ser impedido de deixar o estado do Rio de Janeiro. A Justiça também cassou os documentos de posse e registro de arma de fogo do ex-deputado.
O ex-presidente do PTB foi internado em junho de 2023, quando foi acometido por um traumatismo craniano após sofrer uma queda no presídio de Bangu 8. Em abril do ano passado, a psiquiatra Soraya Daher, do Hospital Samaritano, enviou para Alexandre de Moraes um laudo médico onde descreveu que Jefferson foi recebido no ano anterior com um “episódio depressivo grave com sintomas psicóticos em transtorno depressivo recorrente”.
O político foi detido após resistir à prisão com violência. Durante operação da PF, ele utilizou granadas e disparou com um fuzil contra agentes que cumpriam mandados de busca em sua residência no Rio de Janeiro (RJ).
*Com informações do Estadão