O Exército Brasileiro cumpre, nesta sexta-feira, 10, mandados de prisão contra três militares dos sete condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por terem integrado o núcleo 4 da trama golpista. O grupo foi acusado de disseminar informações falsas com o intuito de criar uma instabilidade institucional para favorecer a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Por meio de nota enviada à IstoÉ, o Exército Brasileiro informou que foram presos: o major da reserva do Exército Ângelo Denicoli, Vila Velha (ES); o subtenente Giancarlo Rodrigues, em Brasília (DF); e o tenente-coronel Guilherme Almeida, em Brasília (DF). O agente da PF Marcelo Bormevet, que já está preso.
Os militares da ativa possuem o direito de cumprir prisão provisória ou pena em algum estabelecimento militar, não em presídios civis. A custódia, por tanto, é de responsabilidade do próprio Exército, muitas vezes em unidades da Polícia do Exército.
A Polícia Federal será responsável por deter os demais condenados que não são militares, que devem ser encaminhados a presídios civis, enquanto os integrantes das forças irão para comandos militares.
Ao todo, sete réus foram condenados no núcleo 4:
- Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército;
- Reginaldo Abreu, coronel do Exército (está foragido nos Estados Unidos);
- Marcelo Bormevet, agente da Polícia Federal (já está preso desde 2024 e passou a cumprir pena definitiva de forma automática);
- Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército;
- Ailton Moraes Barros, ex-major do Exército;
- Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal (também está foragido, no Reino Unido);
- Guilherme Almeida, tenente-coronel do Exército.
Em outubro de 2025, os réus foram condenados pelo STF. A PGR (Procuradoria-Geral da República) sustentou em sua acusação que eles usaram a estrutura da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) para espionar adversários políticos, criar e espalhar informações falsas contra o processo eleitoral, instituições democráticas e autoridades que ameaçavam os interesses golpistas.