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Três gerentes da DirecTV, alvo de ordem de captura, se entregam na Venezuela

Três gerentes da DirecTV, alvo de ordem de captura, se entregam na Venezuela

Acesso à sede da DirecTV em Caracas, 19 de maio de 2020 - AFP

Três diretores da plataforma por satélite DirecTV na Venezuela se entregaram nesta sexta-feira (5) às autoridades, que ordenaram sua captura após o encerramento das operações devido à suspensão da americana AT&T no país, informaram um dos executivos e seu advogado.

“Estou muito, muito surpreso com a medida proferida na manhã de hoje de apreensão contra mim e meus dois ex-colegas de trabalho, Héctor Rivero e Rodolfo Carrano”, afirmou Carlos Villamizar, vice-presidente de estratégia da DirecTV, durante coletiva de imprensa.

Villamizar anunciou aos meios de comunicação que está “à disposição da ordem” de detenção contra ele.

“Espero que no país haja justiça”, disse antes de se entregar, sentado ao lado de seu advogado, Jesús Loreto, que confirmou que Rivero e Carrano estão detidos na sede do serviço de Inteligência (SEBIN), conhecida como “El Helicoide”, em Caracas.

Segundo Loreto, os dois executivos “se entregaram voluntariamente” às autoridades.

Mais tarde, Simón Villamizar, irmão do gerente, escreveu no Twitter que ele tinha se colocado “a disposição” da polícia política.

As ordens de captura foram emitidas quase três semanas de a AT&T anunciar em 19 de maio sua saída imediata do mercado de TV por assinatura na Venezuela, onde oferecia a plataforma via satélite DirecTV.

A empresa explicou que as sanções econômicas do governo do presidente americano, Donald Trump, impostas à Venezuela, que buscam sufocar a administração de Nicolás Maduro, proíbem a transmissão da Globovisión e do canal de TV da estatal Petróleos da Venezuela, a PDVSA TV.

No entanto, acrescentou que a transmissão dos dois canais é exigida pela licença concedida pelo governo Maduro para fornecer o serviço de TV paga na Venezuela.

“Eles não participaram no ocorrido, não sabiam o que estava acontecendo e, além disso, forneceram informação que acreditamos ser útil para a investigação em curso”, afirmou o advogado.

Três dias depois da decisão da AT&T de suspender as operações da DirecTV na Venezuela, o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) determinou a ocupação imediata das instalações e dos equipamentos da companhia.

A corte emitiu, ainda, uma proibição à direção de saída do país, bem como a movimentação de contas bancárias ou taxar bens e instruiu a designação de uma “junta administradora ad-hoc” da empresa Galaxy Entertainment da Venezuela S.C.A (DirecTV Venezuela) para “garantir o imediato restabelecimento dos serviços”.

A suspensão deixou no limbo 2 milhões de assinantes em um país onde as operadoras de cabo tradicionais têm falhas constantes em seus serviços.

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