Novo tremor de 4,9 de magnitude atinge Caracas e agrava crise na Venezuela

Sismo de 4,9 atinge Caracas novamente, elevando preocupação com estruturas e balanço de mortos sobe para 920

Novo tremor de 4,9 de magnitude atinge Caracas e agrava crise na Venezuela

Um novo tremor de magnitude 4,9 foi sentido em Caracas, nesta sexta-feira, 26, segundo testemunhas no local, reacendendo a preocupação entre as autoridades venezuelanas. O sismo, embora consideravelmente mais fraco que os dois abalos sísmicos que devastaram a Venezuela na quarta-feira, ameaça agravar os danos em estruturas já fragilizadas pelos terremotos anteriores.

O que aconteceu

  • Um novo tremor na Venezuela de 4,9 atinge Caracas, elevando preocupações sobre estruturas já danificadas por abalos anteriores.
  • O balanço oficial de vítimas subiu para 920 mortos e 3.360 feridos, com 172 pessoas ainda presas nos escombros.
  • Os terremotos originais, de magnitudes 7,2 e 7,5, foram os mais fortes a atingir o país em mais de um século, resultando no fechamento do aeroporto internacional e grande destruição em La Guaira.

O balanço oficial das tragédias, divulgado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, nesta sexta-feira, subiu para 920 mortos e 3.360 feridos. A atualização, feita às 14h20 pelo horário de Brasília, também registrou 383 edifícios totalmente destruídos ou danificados, com 172 pessoas ainda presas nos escombros, em um cenário de destruição que se agrava a cada hora.

Qual a dimensão dos tremores e suas consequências?

Os números apresentados pelo governo são provisórios. A Organização das Nações Unidas (ONU) e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estimam que o total de vítimas possa ser significativamente maior. Essas projeções levam em conta a força dos abalos, a precariedade da infraestrutura venezuelana e a alta densidade populacional das áreas atingidas. O Escritório de Ajuda Humanitária da ONU já estima que o número de desaparecidos possa superar 50 mil.

Os dois terremotos originais, com magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram na noite de quarta-feira com menos de um minuto de diferença, tendo seus epicentros separados por apenas 5 km. O mais forte, com epicentro em El Guayabo, a 168 km de Caracas, teve baixa profundidade, fator que amplifica consideravelmente os danos em superfície. Esses foram os sismos mais fortes a atingir o país em mais de um século, chocando a nação e a comunidade internacional.

As consequências foram imediatas e severas. O aeroporto internacional de Caracas foi fechado, e La Guaira, uma área costeira nos arredores da capital, ficou fortemente destruída. Diante da magnitude da catástrofe, a presidente interina Delcy Rodríguez anunciou a militarização do estado, que foi incluído na “zona de desastre” decretada pelo governo para facilitar os esforços de socorro e reconstrução.

Esforços de resgate e ajuda internacional

Equipes de resgate de diversas partes do mundo seguem trabalhando incansavelmente para localizar desaparecidos e retirar sobreviventes dos escombros. Brasil, Estados Unidos e outros países já anunciaram o envio de equipes e suprimentos, e a ajuda internacional começou a chegar ao país nesta sexta-feira, em um esforço global para mitigar o sofrimento da população venezuelana. (Da IstoÉ)