Trem colide com guindaste e deixa feridos em novo acidente ferroviário na Espanha

MADRID, 22 JAN (ANSA) – Um novo acidente ferroviário foi registrado na manhã desta quinta-feira (22) na Espanha, elevando para quatro o número de ocorrências do tipo no país em apenas uma semana.   

A nova tragédia aconteceu na linha regional Cartagena-Los Nietos, na região sul de Múrcia. Segundo informações iniciais divulgadas pela emissora pública TVE, um trem operado pela Ferrocarriles de Vía Estrecha (FEVE) colidiu com um guindaste na cidade de Alumbres.   

Vários passageiros sofreram ferimentos leves, embora o número exato de pessoas envolvidas ainda não tenha sido confirmado.   

Relatos apontam que o acidente deixou ao menos três feridos.   

Ontem, o sindicato espanhol de maquinistas de comboios Semaf anunciou uma “greve geral” para reivindicar garantias de segurança na rede ferroviária da Espanha.   

No último domingo (18), uma colisão de dois trens com centenas de passageiros a bordo deixou mais de 40 mortos em Adamuz, em uma das piores tragédias ferroviárias da Europa. Além deste, outros dois acidentes foram registrados no país.   

Hoje, inclusive, as autoridades espanholas afirmaram que irão determinar as responsabilidades pelo grave acidente com o trem de alta velocidade ocorrido em Adamuz.   

Segundo o governo, ainda é cedo para apontar as causas do desastre, que envolveu um trem da operadora Iryo. “A responsabilidade será determinada, e quem for responsável terá que aceitá-la, seja por ação ou omissão”, declarou o ministro dos Transportes da Espanha, Óscar López Puente.   

De acordo com ele, 42 dos 43 corpos recuperados já foram identificados, enquanto duas pessoas seguem desaparecidas.   

O ministro ressaltou que o caso apresenta características incomuns. “Poderia, sem dúvida, ter sido a ferrovia, mas é um evento muito estranho, porque a linha havia sido recentemente reformada e passou por todas as verificações dinâmicas, geométricas e visuais”, afirmou.   

Segundo ele, caso a causa esteja relacionada à infraestrutura, seria “um defeito muito crítico que não havia sido detectado até agora”.   

Puente também não descartou a possibilidade de falha ligado ao trem da Iryo, o que “seria um problema enorme”, já que cerca de 20 trens do mesmo modelo estão atualmente em operação na Espanha. “O modelo foi aprovado pelas autoridades ferroviárias”, enfatizou.   

Apesar das hipóteses em análise, o ministro reforçou que “é muito cedo para tirar conclusões” e manifestou confiança nas empresas responsáveis pela modernização da linha Madri-Sevilha, especialmente as construtoras espanholas Ferrovial e Azvi. “São empresas altamente confiáveis e líderes globais em alta velocidade”, garantiu. (ANSA).