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Treinador de lutador russo do UFC exibe tatuagem com símbolo nazista durante luta

Crédito: Reprodução

Tatuagem de treinador de lutador russo que causou polêmica (Crédito: Reprodução)


A Ilha de Yas, em Abu Dhabi, que desde o início do mês transformou-se na “Ilha da luta”, tem chamado a atenção do mundo não só pelas belezas naturais e pelos belos nocautes e finalizações. A notícia de maior destaque da noite do UFC 251 foi a luta do peso-leve brasileiro Léo Santos contra o lutador russo Roman Bogatov.

As manchetes da imprensa mundial não foram pela série de porradas ilegais que Bagatov desferiu contra Santos, principalmente na região genital de Léo, mas o que chamou atenção das pessoas e se tornou uma polêmica foi a tatuagem que treinador de Bogatov, Aleksey Kiser, que é lutador de MMA e foi córner do russo, tem no cotovelo  direito que seria um símbolo nazista.

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O jornalista Chisanga Malata, do jornal britânico Daily Star, chamou a atenção para o fato repercutindo um post de um internauta no Twitter. Na sequência, uma reportagem do site americano “BloodyElbow” noticiou o episódio. A tatuagem no cotovelo de Aleksey Kiser é a mesma de um símbolo conhecido em alemão pelo nome de “Schwarze Sonne”, ou “Sol Negro” em português. Ele é utilizado na simbologia de grupos de extrema direita e em ideologias neonazistas.

Segundo a “Southern Poverty Law Center”, uma organização que defende direitos civis nos Estados Unidos, o símbolo é baseado em um antigo artefato da roda do sol que foi usado por tribos nórdicas e germânicas como símbolos das crenças pagãs.


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Segundo matéria do “BloodyElbow”, a versão do Sol Negro que é visível no cotovelo de Kiser é a mesma que Himmler embutiu no piso de mármore de Wewelsburg , o antigo castelo que abrigou a SS durante o Terceiro Reich. O desenho da tatuagem ficou visível entre as rodadas durante a transmissão do UFC na ESPN.

Kiser, de 28 anos, é um lutador de peso-pesado com um recorde profissional de 10 a 4, que inclui uma sequência de vitórias em cinco lutas na promoção do Ased Fighting Championships, sediada no Azerbaijão. Sua primeira perda profissional ocorreu em 2014, quando ele competiu pelo White Rex, uma notória promoção de MMA neonazista que virou marca de roupas que continua a operar na Rússia e na Ucrânia.

Fundada em 2008, a White Rex é uma marca de roupas russa que agrada aos fãs de esportes de combate. A empresa produz camisas, moletons, calças, roupas esportivas e outros itens marcados com símbolos fascistas e neonazistas. Ocasionalmente, os símbolos são disfarçados, mas nem sempre; de fato, eles produziram camisetas que mostram claramente o sol negro e a suástica amalgamados em um único símbolo. Algumas camisas do White Rex declaram abertamente slogans como “Tolerância Zero”, “Europeus Furiosos” e “White Rex Contra Tolerância”. Outros, incluindo roupas femininas, símbolos esportivos como “88”, que significa ” Heil Hitler “.

Em 4 de outubro de 2013, a White Rex se aventurou em Moscou para o seu primeiro torneio profissional de MMA e apelidou o evento ‘Birth of a Nation’, que é uma referência ao título do filme mudo racista de 1915. O filme, que romantizou o Ku Klux Klan (KKK), é creditado como inspiração essencial para a formação da segunda era do KKK no final do mesmo ano. Kiser competiu por esta promoção no ano seguinte.

O logotipo da marca White Rex também usava um Black Sun, que foi incorporado com um capacete de guerreiro no centro, deixando poucas dúvidas sobre a ideologia alimentada pelos nazistas da organização. Este símbolo foi o mesmo que causou polêmica durante uma turnê da cantora Shakira, em 2018. Um pingente vendido em seu site se assemelhava com o mesmo “Sol Negro”. Após um site alemão apontar para a semelhança, a produtora responsável pela peça alegou que o produto era baseado numa imagem pré-colombiana, se desculpou e retirou o item da coleção.

O outro lado da história

O lutador nega simbologia nazista. De acordo com o mesmo “BloodyElbow”, através de sua página no Instagram, Aleksey Kiser, afirmou que a tatuagem se referia a um símbolo pagão eslavo.

“Para você, ela tem um significado, para mim, como eslavo, outro. Nem uma única pessoa de cor foi prejudicada por mim. Não tenho nada a ver com isso. Vocês exageraram e procuraram um grão de discórdia onde não há nada”, disse Kiser.

O símbolo eslavo a que Kiser se refere é o “Kolovrat”, que alguns afirmam ser um símbolo pagão eslavo antigo do sol que estava gravado nos locais de descanso final ou nos monumentos de madeira. No entanto, o Kolovrat também foi usado para denotar uma suástica e foi cooptado por neonazistas e por grupos militantes, e também usado pelo atirador da mesquita de Christchurch, na Nova Zelândia.

Kiser afirmou nas redes sociais que quase teve a oportunidade de lutar pelo UFC em Abu Dhabi no card de sábado, mas teve a oferta retirada quando a organização foi informada sobre a tatuagem. O UFC não confirmou a informação, segundo o “BloodyElbow”. Em tempo, o brasileiro Léo Santos venceu a luta.

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