Artigos

Tratado ‘Céus Abertos’, o olho da OTAN na Rússia

Tratado ‘Céus Abertos’, o olho da OTAN na Rússia

O acordo entrou em vigor em janeiro de 2002 e foi assinado por 35 países, entre eles Estados Unidos e Rússia - AFP

O tratado “Céus Abertos” (“Open Skies”), abandonado por Estados Unidos e Rússia, foi concebido em 1992 para “promover a confiança e a previsibilidade” nas atividades militares dos países participantes, graças a voos conjuntos de observação não-armados.

Entrou em vigor em janeiro de 2002 e foi assinado por 35 países, entre eles Estados Unidos e Rússia, que nos últimos anos se acusaram reciprocamente de violá-lo.

A Rússia anunciou nesta sexta-feira (15) sua saída do tratado, poucos dias antes da posse do democrata Joe Biden em Washington.

A OTAN lembrou que “a aplicação seletiva de suas obrigações” por parte da Rússia comprometia o tratado “há certo tempo”.

Em outubro de 2019, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia avisado que considerava abandonar o tratado, diante do que Washington considerava repetidas manobras ilegais de Moscou. Seus aliados da OTAN tentaram dissuadi-lo, mas a retirada foi formalizada em 22 de novembro de 2020.


+ Rapper implanta diamante de R$ 128 milhões no rosto
+ PR: Jovem desaparecida é encontrada morta; namorado confessa crime
+ Galo bota ovos e surpreende moradores de Santa Catarina

“A Rússia violou o tratado de forma flagrante e contínua, durante anos e de diversas maneiras”, lembrou o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, no ano passado.

“Parece que Mosou usa as imagens do ‘Céus Abertos’ para apoiar uma nova doutrina russa agressiva que consiste em tomar como alvo infraestruturas essenciais nos Estados Unidos e Europa”, disse.

O tratado permite realizar voos de observação conjuntos não-armados sobre os territórios dos Estados participantes, e tirar fotos com a ajuda de sensores de resolução pré-definida. Permite também a todos os Estados pedir imagens tiradas por voos realizados por outros países.

“Sua particularidade reside, no entanto, no fato de que nesses voos, representantes do Estado observador e do Estado observado podem sentar-se juntos em um mesmo avião”, destacam Alexander Grief e Moritz Kütt, pesquisadores do Institute for Peace Research and Security Policy de Hamburgo (Alemanha).

O pacto era minucioso: previa os aeródromos de decolagem e pouso para os voos conjuntos, os pontos de entrada e saída do Estado que estava sob vigilância e inclusive os aeródromos de abastecimento de combustível. Estados Unidos e Rússia tinham respectivamente quatro aeródromos “Céu Aberto”.

v

O fim do tratado representa um grande contratempo para os aliados europeus, que perdem informações importantes, já que a maioria deles não possui satélites de reconhecimento.

Veja também

+ Aprenda a preparar o delicioso espaguete a carbonara
+ Vídeo: o passo a passo de como fazer ovo de Páscoa
+ Cientistas desvendam mistério das crateras gigantes da Sibéria
+ Sexo: saiba qual é a melhor posição de acordo com o seu signo
+ 5 benefícios do jejum intermitente além de emagrecer
+ Como fazer seu cabelo crescer mais rápido
+ Vem aí um novo megaiceberg da Antártida
+ Truque para espremer limões vira mania nas redes sociais
+ Estudo revela o método mais saudável para cozinhar arroz
+ Cinema, sexo e a cidade
+ Arrotar muito pode ser algum problema de saúde?
+ Os 4 signos mais psicopatas do zodíaco
+ Cataratas do Niágara congelam e as imagens são incríveis
+ Tubarão é capturado no MA com restos de jovens desaparecidos no estômago
+ Editora estreia com o romance La Cucina, uma aventura gastronômia e erótica