Clima esquentou na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Durante sua campanha para a Reitoria, a candidata da oposição, Gulnar Azevedo, levantou a bandeira da transparência em projetos de descentralização orçamentária. A contradição é que, quando foi responsável pelo convênio do Centro de Estudos, Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (Cepesc), celebrado em 2019, não prestou contas – até hoje – dos recursos recebidos.

Não se sabe qual foi o montante envolvido, quem recebeu, quais foram os critérios de seleção e a produção realizada. O Cepesc, que usa intalações e equipamentos da UERJ, conta com professores que deveriam trabalhar em regime de dedicação exclusiva da universidade, que não foi beneficiada por tais projetos.

Em nota enviada à Coluna nesta sexta, diante da demanda da reportagem antes da publicação, o Centro de Estudos, Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico em Saúde Coletiva – CEPESC informou que “a professora Gulnar Azevedo não foi responsável por nenhum projeto de pesquisa neste Centro em 2019 e, que o CEPESC não tem qualquer pendência em projeto ou convênio de que a professora tenha participado até hoje”. O

No entanto a nota do CEPESC deixa mais dúvida do que certezas. A reportagem não cita que a professora Gulnar participou de projeto. Até porque, a opacidade da entidade não permite verificar. O que citamos é que ela foi responsável pelo convênio com a UERJ, como diretora do IMS na época. Solicitamos ao CEPESC e a ela que esclarecesse isso. A entidade também não esclarece se houve prestação de contas à UERJ.


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