Trabalhadores de mineradora canadense sequestrados no México foram confundidos com criminosos

Os dez trabalhadores de uma mineradora canadense sequestrados no México, cinco deles encontrados mortos, foram confundidos com criminosos no contexto das disputas internas do cartel de Sinaloa, informou nesta terça-feira (10) a Secretaria de Segurança.

Durante a entrevista coletiva matinal da presidência, o secretário de Segurança, Omar García Harfuch, afirmou que os autores do sequestro pertencem aos “Chapitos”, facção ligada aos filhos do narcotraficante Joaquín Guzmán, conhecido como “El Chapo”, preso nos Estados Unidos.

Quatro detidos relataram que os mineiros “foram confundidos (…) com integrantes de um grupo antagonista”, disse o secretário em resposta a perguntas de jornalistas.

Os funcionários da mineradora Vizsla Silver, entre eles engenheiros e geólogos, foram feitos reféns por um grupo armado em 23 de janeiro, no município de Concordia, no noroeste do país, onde os “Chapitos” e os “Mayos” travam, desde 2024, uma guerra interna no cartel de Sinaloa.

A Procuradoria-Geral localizou na sexta-feira passada corpos em uma vala clandestina e, na noite de segunda-feira, confirmou que cinco deles pertencem aos trabalhadores sequestrados.

As autoridades mobilizaram mais de mil agentes para a busca, após o sequestro desse grupo numeroso de funcionários de uma empresa internacional, um caso considerado incomum.

O episódio teve ampla repercussão na imprensa mexicana, em um momento em que o governo afirma que a insegurança está em queda.

Nesta terça-feira, a presidente Claudia Sheinbaum afirmou que, em comparação com setembro de 2024, quando assumiu o governo, janeiro registrou uma redução de 42% nos homicídios.

O estado de Sinaloa enfrenta uma onda de violência que deixou mais de 1.700 mortos e quase 2.000 desaparecidos em pouco mais de um ano.

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