“Toy Story 5” questiona o papel dos brinquedos na era das telas

Novo filme da Pixar explora o impacto da tecnologia na imaginação das crianças e conta com vozes de Bad Bunny e Penélope Cruz

"Toy Story 5" questiona o papel dos brinquedos na era das telas

“Toy Story 5” estreia nesta quarta-feira (17) no Brasil, trazendo Buzz Lightyear, Woody e Jessie em uma nova aventura que confronta o impacto das telas e dos jogos eletrônicos na imaginação das crianças. O novo capítulo da saga da Pixar aborda a crescente preocupação dos pais sobre o equilíbrio entre tecnologia e brincadeiras tradicionais.

O que aconteceu

  • “Toy Story 5” discute o papel dos brinquedos frente à era digital, explorando a tensão entre a imaginação infantil e o avanço tecnológico.
  • A trama apresenta Bonnie, uma menina que se distancia de seus brinquedos tradicionais ao interagir com uma tela interativa chamada Lilypad.
  • O elenco de vozes inclui Bad Bunny e Penélope Cruz como novas adições, além de uma canção original de Taylor Swift para a trilha sonora.

Após abordar brevemente o tema em “Toy Story 4”, a Pixar quis colocar a questão da tecnologia e seu papel cada vez maior no centro deste novo capítulo.

“Muitos pais, como no filme, pensam: “Meu filho está ficando para trás em relação aos outros e preciso apresentá-lo às novas tecnologias”. E acho que há muitas perguntas sobre esse assunto atualmente. Talvez devêssemos ir com calma”, disse Pete Docter, diretor criativo da Pixar, à AFP.

Neste quinto filme, Bonnie é uma menina com uma imaginação sem limites, mas que tem dificuldades para fazer amigos. A vaqueira Jessie, sua boneca favorita, assume as rédeas do quarto depois que Woody sai para cuidar de outros brinquedos abandonados e ajudá-los a encontrar uma segunda vida. Com a ajuda de Buzz Lightyear e dos outros brinquedos, ela embarca em uma missão para ajudar Bonnie a fazer novos amigos.

A imaginação das crianças está ameaçada?

Até o dia em que Lilypad aparece, uma tela interativa que permite que Bonnie brinque e converse com seus colegas da aula de dança. A menina se distancia de seus antigos brinquedos e sua imaginação começa a definhar.

“Somos a única espécie capaz de imaginar algo que não está bem na nossa frente. De alguma forma, estamos desperdiçando isso. A atenção é provavelmente o recurso mais escasso que temos e seria bom se estivéssemos um pouco mais conscientes disso”, explica Docter.

O cineasta conta que desenvolveu parte de sua criatividade durante os longos e tediosos shows na igreja que frequentava quando criança, o que o obrigava a desenhar e imaginar histórias. O filme também surge do “desejo de lembrar a todos do superpoder que temos graças à nossa imaginação. É mágico; você pode não se lembrar de que tem acesso a ele, mas está lá”, diz a produtora do filme, Lindsey Collins.

Em “Toy Story 5”, as crianças estão hipnotizadas pela luz azul de seus tablets, enquanto os adultos são dependentes de seus celulares.

Novas vozes e participações especiais

Desde o início da saga, os filmes contaram com diversas estrelas que emprestaram suas vozes aos personagens, como Tom Hanks, Joan Cusack e Keanu Reeves. Desta vez, entre as novas adições estão o cantor porto-riquenho Bad Bunny e a atriz espanhola Penélope Cruz.

Bad Bunny dá voz ao brinquedo de óculos escuros Pizza, “descolado e misterioso”, que faz parte de um pequeno grupo de brinquedos esquecidos em uma casinha abandonada no jardim, segundo a Disney. O astro porto-riquenho está presente tanto na versão original em inglês quanto na dublagem em espanhol.

Já Penélope Cruz dubla Flamenco, um brinquedo esquecido com a chegada da tecnologia.

Outra convidada especial para este filme é a cantora Taylor Swift, grande fã da saga, que compôs a música “I Knew It, I Knew You” para a trilha sonora. “Sempre sonhei em poder escrever para esses personagens que amo desde que era uma menina de 5 anos assistindo ao primeiro filme de “Toy Story””, escreveu a artista no Instagram.

*Com AFP