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Torcedores de Palmeiras e Santos lamentam final da Libertadores ‘sem público’: ‘Não poder ir chega a doer’

Por conta da Covid-19, não haverá venda de ingressos e apenas 10% da capacidade do Maracanã estará disponível para convidados credenciados

Torcedores de Palmeiras e Santos lamentam final da Libertadores ‘sem público’: ‘Não poder ir chega a doer’

Morar no Rio de Janeiro e torcer para um clube paulista não é uma tarefa fácil. E quando aparece a oportunidade desse time disputar uma final de Libertadores da América no Maracanã, contra um rival, a pandemia do novo Coronavírus faz com que apenas convidados credenciados estejam no estádio para o duelo deste sábado (30). Uma palavra que define o sentimento de palmeirenses e santistas que não poderão estar na arquibancada é frustração.


>> Veja a tabela da Libertadores e relembre a trajetória de Palmeiras e Santos

A dor de não estar ao lado do time na busca da “Glória Eterna” é destacada pelo assistente administrativo Rodrigo Masello, de 23 anos, torcedor do Palmeiras, e pela babá Carolina Pedreira, de 21 anos, torcedora do Santos, que moram na Cidade Maravilhosa. Em conversa com o LANCE!, ambos contaram sobre o amor pelos clubes, a relação com o consulado do Palmeiras e embaixada do Santos no Rio, ida a jogos, a expectativa e onde assistirão à final.

O palmeirense Rodrigo, que relatou ir a todos os jogos do Palmeiras no Rio de Janeiro, afirmou que estar dentro do Maracanã no sábado era o que ele mais queria, lamentando não estar vivendo uma “situação ímpar”. Apesar disso, disse que estará por perto para acompanhar a partida.


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– frustração é gigante, enorme. O que eu mais queria era estar lá no Maracanã, vendo a final, porque é uma a situação ímpar, né. A final poderia ser em qualquer cidade da América do Sul e vai ser exatamente no Rio, com dois times brasileiros, um clássico de São Paulo, no Maracanã, minha casa e infelizmente não poderei estar lá dentro. Mas, sem dúvida, estarei ao redor do estádio acompanhando ou em São Januário – disse Rodrigo.

Sensação muito parecida com a de Carolina. A santista, que foi a todos os jogos do clube em 2019 e já deixou de trabalhar e de pagar contas para assistir ao Peixe, atestou que seu desejo era estar planejando como compraria o ingresso da grande final.

– Saber que a final é no estado em que você mora, do time que você é completamente apaixonado, e você não poder ir, chega a doer. Eu fiquei pensando “cara, espero que libere o estádio, vou vender isso pra ter dinheiro pra estar no jogo” e saber que você não vai poder estar é horrível, dói. E mano, é contra o Palmeiras, rival, você já fica como “aí, vai ser mó jogão, quero tá lá” e você não vai poder estar. Dói, dói bastante. Mas vamos continuar passando todo apoio possível pro time de casa e é isso – lamentou Carolina.

A final entre Palmeiras e Santos será neste sábado, às 17h, no Maracanã e terá transmissão do SBT e do Fox Sports para todo o Brasil. Veja abaixo a entrevista realizada com os dois torcedores de Palmeiras e Santos. A ordem das respostas foi organizada com base no mando de campo da partida:

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Ida aos estádios e jogos marcantes

Rodrigo Masello (Palmeirense) – Costumo ir a todos os jogos do Palmeiras no Rio. Os que não fui são os que estão acontecendo na pandemia, com portões fechados, obviamente. Os mais marcantes foram dois. A minha primeira vez no estádio, que o Palmeiras perdeu para o Botafogo por 1 a 0 no Engenhão (Nilton Santos). A Mancha Verde não parava de cantar o tempo todo, o Palmeiras perdeu o jogo, mas foi apaixonante para mim. E o outro foi a vitória do Palmeiras por 4 a 1 sobre o Fluminense, pela virada no Maracanã e a torcida dando mais outro espetáculo.

Carolina Pedreira (Santista) – Em todos os jogos no Rio de Janeiro eu vou. Em 2019, fui em todos aqui. Como no ano passado não pude ir em nenhum (estádios fechados por conta da pandemia), no último jogo agora contra o Boca (semifinal da Libertadores) eu dei uma de doida e fui para Santos. Cheguei lá praticamente na hora do jogo. O jogo mais marcante que eu fui foi realmente esse contra o Flamengo porque eu fui mandada embora do emprego porque eu faltei pra ir ao jogo. E eu não tinha nem ingresso e eu simplesmente não fui trabalhar pra ir pro jogo. Mas graças a Deus eu consegui o ingresso sim, comprei lá na entrada, com um moço desistindo de entrar.

Relação com o Consulado do Palmeiras e Embaixada do Santos

Rodrigo Masello (Palmeirense) – Os consulados eu frequento pouco, porque fica um pouco distante da minha casa, fica em Copacabana e eu moro em Irajá. É contramão, tarde da noite, trabalho… Mas sou muito ativo no grupo do whatsapp, nos jogos sempre encontro eles. Mas pelo o que vejo nos relatos e pelo o que encontro no estádio, o clima é muito bom, total amor e fidelidade ao Palmeiras. É maravilhoso.

Carolina Pedreira (Santista) – Então, eu sempre morei no Rio e nunca pensei que teria tanto santista assim no Rio. Eu conheci a Embaixada no jogo contra o Flamengo, em 2019, onde não teve venda de ingresso física. Eu fui sem ingresso mesmo, não tinha ingresso, eu fui pro estádio, eu cheguei lá tinham várias pessoas também que não tinham ingresso. Aí ficamos aquele bloco junto, todo mundo junto mesmo esperando sei lá uma possível venda de ingresso. As caravanas começaram a chegar, a gente corria atrás do pessoal das caravanas perguntando se tinham algum ingresso, o pessoal não tinha também. Aí foi onde eu conheci o pessoal da Embaixada, que eles me perguntaram da onde eu era, falei que morava aqui no Rio. Aí eles me colocaram no grupo. Daí foi que eu comecei a perceber que mano, nossa torcida é gigante, não adianta falar que nós não temos torcida porque temos sim. E graças a Deus, entrar no grupo da Embaixada é saber onde você vai assistir ao jogo, onde a gente vai se reunir, as vezes você tá no trabalho, tá no culto, numa festa e tá o pessoal informando substituição, quem fez o gol, querendo “matar” jogador. É assim, a gente é assim.

Sentimento de não poder ir à final

Rodrigo Masello (Palmeirense) – Uma frustração é gigante, enorme. O que eu mais queria era estar lá no Maracanã, vendo a final, porque é uma a situação ímpar, né. A final poderia ser em qualquer país da América do Sul, qualquer cidade, e vai ser exatamente no Maracanã, com dois times brasileiros, um clássico de São Paulo, na minha cidade, minha casa e infelizmente não poderei estar lá dentro.

Carolina Pedreira (Santista) – Saber que a final é no estado em que você mora, do time que você é completamente apaixonado, e você não poder ir, chega a doer porque só quem é santista e mora no Rio sabe que quando tem jogo no estado você faz de tudo pra poder ir. Você deixa de pagar conta, você vende alguma coisa pra você poder ir ao estádio. E eu, cara, quando tempo eu fiquei pensando “cara, espero que libere o estádio, vou vender isso pra ter dinheiro pra estar no jogo” e saber que você não vai poder estar é horrível, dói. E mano, é contra o Palmeiras, rival, você já fica como “aí, vai ser mó jogão, quero tá lá” e você não vai poder estar. Dói, dói bastante. É triste, infelizmente, não são todos que vão poder ir, são poucos.

Onde assistirão à partida

Rodrigo Masello (Palmeirense) – Sem dúvida estarei ao redor do estádio acompanhando. Estarei pelos arredores do estádio ou em São Januário, junto com a Mancha Verde e a Força Jovem (torcidas organizadas de Palmeiras e Vasco que tem união).

Carolina Pedreira (Santista) – Então, a final da libertadores vou me reunir com uns amigos que estão vindo de Santos pro Rio, porque no jogo contra o Boca eu fui pra Santos assistir com eles. Aí agora é a vez deles de virem pro Rio assistir comigo.

Expectativa para a final da Libertadores

Rodrigo Masello (Palmeirense) – A minha expectativa está muito alta, muito grande. A gente sabe que o Santos tem suas limitações, a principal arma deles é o Marinho, eles dependem muito do Marinho e dos lampejos do Soteldo e do Kaio Jorge. Então, anulando o ataque do Santos, principalmente o Marinho, o que não será uma tarefa fácil, acho que ganharemos esse jogo com tranquilidade. Se eu pudesse dar um palpite, chutaria 2 a 1 Palmeiras.

Carolina Pedreira (Santista) – E eu nem sei o que falar desse jogo, eu espero sim a gente sair com a vitória e sairmos campeões. Eu quero chegar no meu tio que é Palmeirense e gritar no ouvido dele: “É o Santos”. É isso que eu quero.

*Estagiário, sob supervisão de Ricardo Guimarães.

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