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Tóquio 2020: Brasil espera medalhas com novas modalidades esportivas

Cinco novas modalidades esportivas estrearão nos Jogos: beisebol (e softbol, versão feminina do esporte), escalada, karatê, skate e surf

Tóquio 2020: Brasil espera medalhas com novas modalidades esportivas

Hexacampeã brasileira de escalada, Thais Makino treina em São Paulo

A contagem regressiva para a Olimpíada e Paraolimpíada do Japão já começou. Falta pouco mais de um ano para as competições. Os Jogos estão programados para acontecer na capital japonesa, Tóquio, entre os dias 24 de junho e 9 de agosto de 2020. Ao todo serão 33 categorias olímpicas e 22 paralímpicas em disputas. Entre as novidades dos jogos na Terra do Sol Nascente estão cinco modalidades esportivas: beisebol (e softbol, versão feminina do esporte), escalada, karatê, skate e o surf.

Um dos objetivos do Comitê Olímpico Internacional (COI) na inclusão dessas competições é englobar categorias populares no Japão, como o beisebol/softbol e o karatê, e esportes que vão atrair atenção do público jovem, caso da escalada, do skate e do surf. Esta será a segunda vez que a cidade de Tóquio acolhe os Jogos Olímpicos, a primeira vez foi em 1964. É a quinta cidade na história a realizar os Jogos Olímpicos mais do que uma vez, como Atenas (Grécia), Paris (França), Londres (Inglaterra) e Los Angeles (EUA).

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Com quase metade no número de atletas presentes nos jogos da Rio2016, o Brasil vai a Tóquio com 250 atletas sem traçar, por hora, expectativa de número de medalhas. Se não existe cálculo para o número de medalhas, para os gastos o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) adianta que o país investirá este ano R$ 153 milhões na preparação dos atletas para os Jogos Olímpicos. O número de atletas nas mais diversas competições é próximo da delegação que representou o país nos Jogos Olímpicos de Londres, oito anos antes, com 259 atletas. Mas é bem inferior aos 465 atletas que representaram o país na Rio2016. A justificativa é que os países sedes têm direito a um numero maior de vagas garantidas.

Como serão as seletivas para os Jogos Olímpicos de 2020?

Faltam pouco mais de 15 meses para o início das disputas. A preparação dos atletas está a todo vapor, principalmente nas novas modalidades. “Ainda não caiu a ficha”, diz a paulistana Thaís Makino, hexacampeã brasileira de escalada. “Estamos muito entusiasmadas para disputa”, conta a atleta que é a primeira colocada no ranking feminino brasileiro. Em vias de carimbar o passaporte, Thaís é só expectativa. “Faço escalada desde os 10 anos, participar dos Jogos Olímpicos é um sonho.”

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Quem faz coro com Thais é o casal mineiro Jean Ouriques e Patrícia Antunes, respectivamente, primeiro colocado no ranking brasileiro masculino e ela a quarta posição entre as mulheres na corrida em busca de um lugar em Tóquio. “É muito gratificante ver a escalada entre os esportes olímpicos. Dedico ‘24 horas’ aos treinos. Quero muito conseguir embarcar para o Japão e poder competir entre os melhores do mundo”. Conta Ouriques. Patrícia segue a mesma toada. “Escalada é um esporte muito especial. Com a Olimpíada, ficará mais conhecido e ganhará a visibilidade que precisa. É um sonho”.

Sonhos à parte, será a primeira vez que a Escalada Esportiva estará representada em um evento olímpico principal. Antes, a categoria já tinha ganhado os holofotes em dois momentos, na China em 2014, e na Argentina em 2018, durante os Jogos Olímpicos da Juventude. Em Tóquio, a escalada acontecerá em dois eventos combinados (masculino e feminino) de três modalidades do esporte. São elas: escalada em Boulder, Dificuldade e Velocidade. Ao todo, serão selecionados os 40 melhores atletas do mundo. No entanto, das quatro dezenas de lugares em disputa, duas delas estarão reservadas para o país sede, o Japão. Das 38 restantes, duas outras serão para atletas convidados pela Comissão Tripartite, formada pelos Comitês Olímpicos Nacionais, os Comitês Olímpicos Internacional e o IFSC. Das 36 restantes, quatro lugares serão limitadas por país (2 homens e 2 mulheres). De acordo com o IFSC, o modelo proposto garante pelo menos 11 países representados nos Jogos de Tóquio.

Como serão disputadas as vagas para a escalada

As vagas da escalada serão definidas em uma série de eventos mundiais neste ano, de acordo com a Associação Brasileira de Escalada Esportiva (ABEE). São eles:

Campeonato Mundial de Escalada (Agosto de 2019): 14 vagas – O primeiro evento a distribuir vagas será o Campeonato Mundial de Escalada, que em 2019 acontecerá em Hachioji, Tóquio. Serão 14 vagas distribuídas entre os 7 primeiros atletas de cada naipe, com o limite de quatro atletas por país.

Seletiva Olímpica (Novembro e Dezembro de 2019): 12 vagas – O próximo evento será a Seletiva Olímpica, que acontecerá na cidade francesa de Toulouse. A competição será disputada no modelo olímpico (combinado) e também com 40 atletas. Participarão os 20 atletas de cada naipe melhor ranqueados durante o Campeonato Mundial e que ainda não vaga em Tóquio. Os seis primeiros de cada naipe garantem a vaga, respeitando o limite de atletas por país.

Eventos Continentais (Fevereiro a Maio de 2020): 10 vagas – As últimas vagas serão distribuídas nos eventos continentais: Europeu, Asiático, Africano, Oceania e Pan-americano. Os primeiros atletas de cada naipe nos destes campeonatos garantem a vaga. Caso os primeiros colocados já tenham vaga via Campeonato Mundial ou Seletiva Olímpica, o próximo atleta mais bem colocado e ainda não classificado herda a vaga.

As disputas serão árduas diante das poucas vagas disponíveis e atletas de todos os países estarão vivendo pela primeira vez o sonho Olímpico. Não será diferente para os atletas brasileiros, que também estarão presentes nos eventos seletivos, buscando um lugar nos jogos da Terra do Sol Nascente.

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