Cultura

Todas as cores de Lady Gaga

Em seu novo álbum, “Chromatica”, a cantora volta às origens e aposta na dance music, estilo que lhe trouxe a fama no início da carreira

Crédito: Divulgação

Se Lady Gaga pudesse ser uma cor, ela seria todas. Se fosse um som, seria todos. A cantora americana é o que se chama no showbiz de “camaleoa”, uma artista que consegue se reinventar a cada novo álbum. Brilhante como um arco-íris, ela chega ao sexto álbum, “Chromatica”, apontando seus raios coloridos para as pistas de dança – infelizmente, com as casas noturnas fechadas, só resta ao público aumentar o som e dançar na sala.

A carreira de Lady Gaga é um fenômeno. Em dez anos, a garota de Nova York conquistou o que a maioria dos artistas não consegue em uma vida inteira. Seu primeiro álbum, “The Fame”, chamou a atenção em 2008 ao apresentá-la sendo uma “nova Madonna”. Como a cantora de “Like Virgin” sempre foi mais um ícone cultural do que musical, Gaga focou no talento para usurpar seu trono: além de cantar muito bem, dança, toca piano, escreve letras, compõe músicas e ainda produz o próprio material. “The Fame”, que já trazia megasucessos como “Paparazzi” e “Poker Face”, ganhou uma sequência à altura com “The Fame Monster”, lançado apenas um ano depois, com mais uma leva de sucessos como “Bad Romance” e “Telephone”, parceria com Beyoncé.

PARCERIA Ariana e Gaga: 50 milhões de visualizações (Crédito:Divulgação)

“Born This Way” (2011) e “Artpop” esgotaram um pouco a fórmula, forçando Gaga a se reinventar. Acostumados a vê-la com maquiagem pesada, saltos-plataforma e vestidos que mais pareciam fantasias futuristas, os fãs estranharam quando ela apareceu ao lado do cantor Tony Bennett cantando jazz no álbum “Cheek to Cheek”, de 2014. Nova mudança em “Joanne”, de 2016, quando apresentou baladas country. A prova definitiva de que era uma artista completa, no entanto, veio em 2018, ao surpreender a todos como atriz, sendo indicada inclusive ao Oscar por “Nasce uma Estrela”. Acabou levando apenas o prêmio de Melhor Canção pelo dueto com o ator Bradley Cooper em “Shallow”, a música do ano.

Em “Chromatica”, Lady Gaga volta ao estilo que lhe trouxe a fama no início da carreira. A produção de Bloodpop remete à dance music feita nos anos 1990 – hoje, trinta anos depois, o estilo já pode ser considerado um “clássico”. O novo álbum também traz participações especiais de convidados como Ariana Grande, com quem ela divide o single “Rain on me” e um vídeo lançado há apenas cinco dias que já conta com mais de 50 milhões de visualizações. Dirigido por Robert Rodriguez, de “Sin City” e “El Mariachi”, o clipe traz as duas dançando na chuva e exibindo toda aquela amizade fofa que as celebridades desenvolvem com tanta facilidade entre si.

Há ainda Elton John, que canta em “Sine From Above”, e o grupo de K-Pop Blackpink, parceria em “Sour Candy”. Lançado há dois meses, o primeiro single, “Stupid Love”, foi ouvido mais de 300 milhões de vezes nas plataformas digitais. Filmado com um celular e dirigido pelo australiano Daniel Askill, o video obteve mais de 85 milhões de visualizações. Gaga é uma máquina de fazer dinheiro: além da carreira como cantora e atriz, é a diretora criativa da marca de maquiagem Haus Laboratories. Seu portal, ladygaga.com, tem uma loja de e-commerce com ofertas bem criativas: para promover a canção “Rain on me” (Chove em mim), por exemplo, o público pode optar entre itens como casacos, guarda-chuvas e galochas. Os produtos, claro, estão disponíveis em todas as cores.

O universo de “Chromatica”

Distopia visual

Lady Gaga se inspirou em filmes como “Alien”, “Mad Max” e “Blade Runner” para criar seu novo visual. Foi fotografada por Norbert Schoerner em um cenário elaborado por Andy Harman, colaborador da Vogue italiana. “Chromatica” tem produção de Bloodpop, codinome do americano Michael Tucker, que já trabalhou com Justin Bieber, em “Friends”, e com Madonna, em “Devil Pray”. Ele já havia trabalhado com Gaga em “Joanne”, sendo co-autor da faixas “Perfect Illusion” e “Million Reasons”.

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