Economia

Todas as 5 atividades de serviços tiveram alta em março ante fevereiro, diz IBGE

Todas as cinco atividades de serviços registraram avanços na passagem de fevereiro para março, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na média global, o volume de serviços prestados cresceu 1,7% em março ante fevereiro.


Os destaques foram os desempenhos dos transportes (2,7%) e dos serviços de informação e comunicação (1,7%). Os demais avanços ocorreram em serviços profissionais, administrativos e complementares (1,5%), prestados às famílias (2,4%) e outros serviços (1,6%).

Comparação com março de 2021

De acordo com o IBGE, quatro das cinco atividades de serviços registraram avanços em março de 2022 em relação a março de 2021. O volume do setor de serviços teve uma alta de 11,4%, a 13ª taxa positiva consecutiva.

Segundo Rodrigo Lobo, gerente da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE, a alta nos serviços ante março de 2021 teve influência da baixa base de comparação, uma vez que houve um aperto nas medidas de restrição à circulação de pessoas e funcionamento de atividades por conta de uma onda de infecções por covid-19 àquela época do ano passado.

“Houve fechamento de estabelecimentos comerciais em março de 2021”, lembrou Lobo.

A principal contribuição positiva sobre a média global em março de 2022 foi de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (17,2%). Os demais avanços ocorreram em serviços prestados às famílias (62,2%), profissionais, administrativos e complementares (9,1%) e informação e comunicação (4,0%).

A única taxa negativa foi a do setor de outros serviços (-4,3%), pressionado pela menor receita de recuperação de materiais plásticos; administração de bolsas e mercados de balcão organizados; corretoras de títulos e valores mobiliários; e atividades de administração de fundos por contrato ou comissão.

Difusão

O índice de difusão – que mostra o porcentual de serviços com crescimento em relação ao mesmo mês do ano anterior – passou de 65,1% em fevereiro para 68,1% em março.