Economia

Títulos atrelados à inflação são os mais indicados

Com a taxa básica de juros em torno de 7% ao ano, analistas explicam que o Tesouro Selic – antes considerado o “queridinho” das alternativas à caderneta de poupança – passa a ser indicado só pela conveniência, ou seja, para o curto prazo, como a reserva de emergência, que exige liquidez. Ao aplicar nesse papel, o investidor agora terá um rendimento menor do que as oferecidas por outras opções do Tesouro Direto – plataforma de negociação de títulos públicos -, como os títulos prefixados ou atrelado à inflação, explica a especialista Betty Grobman.

Diante desse cenário, os títulos mais indicados são os de longo prazo indexados à inflação (NTN-B), por garantir ganho real – desde que o investidor mantenha a aplicação até o prazo vencimento. Caso resgate antes do prazo, corre o risco da marcação a mercado, ou seja, de o papel se desvalorizar. Para o planejador Valter Police, essa é uma boa aplicação para diversificar a carteira de longo prazo. Os títulos com vencimento em 2035 e 2045 pagam a inflação no período mais juros de 5,47%.

Prefixados. No caso do Tesouro prefixado, ou seja, quando já na compra o investidor sabe qual juro receberá de rentabilidade, o investidor corre o risco de haver uma disparada da inflação, que deverá corroer o investimento.

Os papéis para 2020 e 2045, contudo, estão pagando 8,26% e 10,03%, respectivamente, valor acima da taxa básica. “Se imaginar que a Selic vá no ano que vem até 6,5%, faltaria pelo menos quatro reuniões do Copom para ela voltar ao patamar que os títulos estão pagando”, explica Betty. O “sacrifício” nessa aplicação, contudo, é que o resgate também só é aconselhável no vencimento, tal qual os atrelados à Selic. Se a venda desses títulos for feita antes do vencimento, o investidor fica sujeito ao valor de mercado, podendo ter prejuízo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.