A TIM Brasil divulgou nesta terça-feira, 6, o seu plano estratégico para o período de 2018 a 2020, quando pretende realizar investimentos (capex) de aproximadamente R$ 12 bilhões. Nesse período, a companhia dará ênfase aos planos de telefonia móvel pós-pago e serviços de banda larga, combinados a corte de custos operacionais, para dar suporte ao crescimento da receita e do lucro, segundo apresentação publicada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
No plano até 2020, a operadora prevê que a receita com serviços cresça em um patamar em torno de 5% a 9%, ou ‘mid to high single‘, conforme descreve em documento. Para 2018, a meta é de expandir a receita com serviços em 5% a 7%.
Para o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização), a TIM conta com uma margem de 40% ou mais até 2020. Já neste ano, a previsão é de um crescimento do Ebitda na ordem de dois dígitos.
Segundo a TIM, seu foco será a contínua expansão da infraestrutura dos serviços fixos e móveis para melhorar a experiência dos consumidores. Até 2020, a companhia prevê levar a cobertura 4G para mais de 4,2 mil municípios do País, chegando a atender 96% da população urbana. No mesmo período, a previsão é de chegar a 13 cidades com ultra banda larga fixa via tecnologia FTTH.
Na linha das iniciativas para ganho de eficiência e corte de custos, a TIM prevê que a digitalização no atendimento ao cliente será a principal iniciativa, com aumento de 80% nas interações digitais, como envio e pagamento de faturas. Com isso, a previsão é de economia de R$ 500 milhões até 2020.
A TIM informou ainda que, excluindo a aceleração adicional dos negócios de banda larga WTTx e Live, o custo operacional (opex) deverá crescer abaixo de 2% no período, o que deve representar uma evolução abaixo da inflação. Por enquanto, o crescimento estrutural da rede e dos clientes pós-pagos continua impactando os custos considerando a aceleração esperada na atividade comercial.