TIM Brasil diz acompanhar ‘atentamente’ oferta da Poste Italiane

SÃO PAULO, 24 MAR (ANSA) – A TIM Brasil afirmou que acompanha “atentamente” os desdobramentos da proposta da estatal de correios Poste Italiane para comprar 100% do Grupo TIM, maior empresa de telecomunicações da Itália.   

A companhia de serviços postais fez uma oferta pública de aquisição (OPA) de 10,8 bilhões de euros (R$ 66,5 bilhões) para assumir o controle total da operadora, o que incluiria a participação na filial brasileira.   

“A TIM esclarece que tais discussões e avaliações ocorrem exclusivamente no âmbito da Telecom Italia [Grupo TIM] e que, após consultar diretamente a administração de sua controladora indireta, foi informada que, até o momento, não há informações adicionais sobre o tema, além daquelas já divulgadas publicamente”, diz um comunicado ao mercado da empresa.   

“Reiterando sua postura de diligência e transparência, a companhia segue acompanhando atentamente os desdobramentos e manterá o mercado informado nos termos da regulamentação aplicável”, acrescenta a TIM Brasil. O comunicado é assinado pelo diretor de relações com investidores da operadora, Vicente de Moraes Ferreira.   

A oferta da Poste Italiane, que já detém 27% do Grupo TIM, prevê o pagamento de 0,635 euro por ação da companhia de telecom, o que representa um prêmio de 9,01% em relação à cotação oficial do papel em 20 de março de 2026. O objetivo é adquirir todas as ações até o fim do ano e, posteriormente, retirar o Grupo TIM da Bolsa de Valores de Milão.   

A operação conta com o apoio do Ministério da Economia e Finanças da Itália, que detém cerca de 64% da Poste, sendo 35% por meio do banco de investimentos Cassa Depositi e Prestiti (CDP) e 29,26% através do Departamento do Tesouro.   

O objetivo central da aquisição, segundo a Poste, é construir “a maior plataforma italiana de infraestrutura conectada”, reforçando o papel do novo grupo como provedor líder de serviços tecnológicos, financeiros e logísticos para cidadãos, empresas e a administração pública. (ANSA).