ROMA, 27 de julho (ANSA) – Após as recusas de Carlo Ancelotti e Pep Guardiola e as controvérsias que afastaram Andrea Pirlo, o técnico ítalo-brasileiro Thiago Motta desponta como forte candidato para comandar a seleção italiana. A Azzurra, que não disputa a Copa do Mundo desde 2022, busca um novo técnico efetivo, estando sem um desde a demissão de Gennaro Gattuso.
O que aconteceu
- Thiago Motta é o principal nome para treinar a seleção italiana após a recusa de Ancelotti e Guardiola.
- A Federação Italiana de Futebol (Figc) busca um consenso para a escolha do técnico, com o presidente prometendo novidades.
- A equipe está sem técnico efetivo desde a saída de Gattuso, sendo comandada interinamente por Silvio Baldini.
Depois de uma campanha histórica pelo Bologna, Motta está sem clube desde que foi demitido da Juventus, em março de 2025, e é conhecido por ser um adepto de times ofensivos e de controle de bola. Ele seria um nome mais próximo das ideias de Pirlo, que estava a um passo de ser contratado para comandar a Azzurra, mas acabou descartado devido a suas ligações com uma casa de apostas da Rússia.
Questionado nesta segunda-feira (27) sobre as chances de Motta, o presidente da Federação Italiana de Futebol (Figc), Giovanni Malagò, foi evasivo. “Agora não posso dizer nem sim, nem não, a respeito de qualquer nome”, declarou o cartola.
A difícil busca por um consenso
A Figc busca uma saída de consenso para o errático processo de escolha do novo técnico, conduzido pelo diretor Paolo Maldini e pelo consultor Leonardo. O primeiro procurado foi Carlo Ancelotti, que tem contrato com a seleção brasileira para a Copa de 2030 e não está disponível.
Em seguida, Maldini e Leonardo foram atrás de Pep Guardiola, que preferiu passar mais tempo com a família após sua longa passagem pelo Manchester City. Andrea Pirlo era apenas a terceira opção da dupla, que agora também tem a permanência na Figc questionada, apenas 15 dias depois de sua nomeação por Malagò.
Quem assume o comando da azzurra?
“Não posso falar nada sobre Maldini”, desconversou o presidente da federação, que prometeu “novidades” sobre o novo treinador para esta terça-feira (28).
A Itália está sem técnico efetivo desde a demissão de Gennaro Gattuso, na esteira da derrota para a Bósnia e Herzegovina na repescagem europeia para a Copa de 2026. A busca por um novo comando se intensifica em meio aos desafios de uma seleção que não tem participado das edições recentes do Mundial, como em 2018 e 2022, fantasmas que a Azzurra e o ex-treinador queriam espantar. Atualmente, a equipe é comandada interinamente por Silvio Baldini, técnico das categorias de base da Azzurra.
Os próximos compromissos da seleção tetracampeã mundial estão marcados para o fim de setembro, contra Bélgica e Turquia, pela Liga das Nações da Uefa.
Da IstoÉ com ANSA