Ediçao Da Semana

Nº 2741 - 05/08/22 Leia mais

Não foi um bom fim de semana para o Botafogo. Em campo, derrota para o Fluminense pelo Brasileirão. Fora dele, a recusa de Eran Zahavi após quatro meses de negociação e o israelense fechando com o Maccabi Tel Aviv.

John Textor, contudo, não enxerga o atacante de forma negativa ou pejorativa. Após a partida, o proprietário da SAF do Glorioso explicou que vai continuar indo atrás de atletas de calibre mundial.

– Ele (Zahavi) é um grande homem, temos conversado muito. Tem sido falado muito sobre as questões de segurança e isso foi uma preocupação. Houve um problema de segurança deles no último clube (PSV). Eu não ligo para as críticas, já me importei muito mais… Você tem seguir no plano. Para falar sobre essas oportunidades perdidas, eu vou dizer que vamos continuar perdendo oportunidades porque vou atrás de jogadores que têm 2% de chance de virem – afirmou.

Outros exemplos foram Edinson Cavani e James Rodríguez. O primeiro negociou ainda na primeira janela e já não tem conversas. O outro foi recente, avisou que quer continuar na Europa, mas Textor ainda nutre esperanças, mesmo que pequenas.

– Se eu sonho com Cavani e James, vou atrás deles. Pode ser irracional para alguns dizer “Ah, ele falhou”. Sabe o quanto é difícil convencer um jogador top da Europa que não tem conexão com o Brasil e vir para cá? O Brasil parece ser ótimo nas fotos, com as pessoas, claro… Mas é difícil, é uma mudança muito grande, eles têm família. Ainda mais com os grandes nomes, eles já têm filhos grandes. Vamos continuar indo atrás desses jogadores que transformariam o time. Eles vão continuar dizendo não. James quer continuar se provando na Europa, não quer voltar. Eu vou continuar no ouvido dele, ver o que ele vai receber – completou.

O empresário tem a visão de que a recente compra do Lyon pode ser positiva para o Botafogo, tanto no sentido comercial mas também para ajudar em negociações.

– Nossa aquisição no Lyon, acho que o Botafogo vai ser ainda mais interessado porque alguém pode querer voltar para cá pra querer voltar para o radar. Posso dizer que não existir um projeto de multiclubes como o nosso, na Ligue 1, Premier League e Brasileirão. Olha o Matheus Nascimento, por exemplo, ele pode jogar no Lyon ou Crystal Palace e retornar para cá quando tiver 21 anos. Estamos tentando usar essa combinação para trazer jogadores, tentando convencendo os brasileiros que somos o caminho mais fácil para chegar na Europa. Podemos oferecer experiência e exposição. Os torcedores podem fazer piada o quanto quiserem quando eu receber um não, eu não ligo. Vou continuar tentando e tentando. Sou um dançarino tentando chegar na Broadway – finalizou.