Teste: Sennheiser IE300 é fone de ouvido premium para audiófilos

Teste: Sennheiser IE300 é fone de ouvido premium para audiófilos

O mercado de fones de ouvido foi um dos setores beneficiados pelo isolamento causado pela pandemia de coronavírus. Muitas pessoas compraram novos fones para trabalhar com mais conforto em home office, e outras compraram fones para caminhadas e passeios de bicicleta. É nesse último segmento que a tradicional Sennheiser aposta com o IE 300, fone lançado há poucas semanas no Brasil. Com preço de R$ 2.370, ele é claramente um produto premium voltado para o segmento de pessoas com alto poder de compra e interesse especial em qualidade de áudio. O fone é do tipo in-ear, ou seja, inserido diretamente no ouvido. Recebemos da Sennheiser um modelo para teste e abaixo detalhamos os principais pontos do produto.

Fone Sennheiser IEE 300 vem com estojo para transporte (Crédito:André Cardozo)

O IE 300 é um fone de ouvido premium, adequado para praticar atividades esportivas, como caminhadas e treinos na academia. O fone é inserido no ouvido e apoiado por um cabo que passa por trás da orelha. Esta solução isola melhor o ruído externo e deixa o fone mais justo na orelha, garantindo que ele não cairá durante exercícios ou caminhadas. Por outro lado, o fone é meio complicado de encaixar na orelha nas primeiras vezes. E os indicadores de esquerda e direita são pequenos e difíceis de enxergar. Assim, pelo menos no começo, não é uma boa ideia colocar e tirar o fone a toda hora. Com algum tempo de uso, o encaixe fica mais fácil e intuitivo.

Haste ajuda a fixar o fone na orelha (Crédito:André Cardozo)

O cabo do IE 300 é notadamente mais espesso e com proteção de melhor qualidade do que aqueles fones chinfrins que vieram com seu smartphone. Vale notar que este fone é também projetado para uso em palco por músicos, e como tal é feito para aguentar puxões de todos os tipos. E, mesmo se houver algum problema com o cabo, a troca é fácil. Ao contrário da maioria dos fones com fio, o cabo do IE300 é encaixado no fone e pode ser removido facilmente. Assim, o usuário pode simplesmente comprar um novo cabo, em vez de comprar um novo fone. É um recurso útil, quando falamos de um fone de mais de R$ 2.000.

Fone Sennheiser IE 300 permite a troca do cabo (Crédito:André Cardozo)

O IE 300 vem com estojo e seis pares de adaptadores para diferentes tamanhos de orelhas. Há adaptadores de silicone e borracha macia, e até um acessório para limpar a sujeira que normalmente fica acumulada no fone.

Fone Sennheiser IE 300 tem vários pares de adaptadores para ouvido e acessório para limpeza (Crédito:André Cardozo)

De modo geral, a qualidade de som é muito boa para um fone do tipo in-ear, com um bom nível de graves, algo que não é tão comum assim em fones desse tipo. Vale notar aqui que o IE 300 não tem microfone e, portanto, serve apenas para ouvir música e podcasts. Nada de uso para falar ao celular, muito menos compatibilidade com assistentes de voz. Outro detalhe do IE 300 que o caracteriza como fone de ouvido premium é o conector banhado a ouro, material que elimina problemas de oxidação e e fornece encaixe mais eficiente com o conector do smartphone, evitando assim problemas de ruídos e chiados.

Conector do IE 300 é banhado a ouro (Crédito:André Cardozo)

Conclusão

Dito tudo isso, fica a inevitável pergunta: “Por que pagar R$ 2.300 em um fone com fio e sem microfone ou compatibilidade com assistentes de voz?”. É mais ou menos como perguntar por que alguém pagaria R$ 1 mil em uma garrafa de vinho, ou R$ 30 mil em uma guitarra. O fato é que o IE300 não é um fone para um público mais amplo, mas sim para um nicho de audiófilos. E, para este público, é um produto interessante.


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