TÓQUIO — O número de mortos pelo terremoto no Japão subiu para ao menos 34, informaram autoridades nesta quinta-feira (30). Equipes de resgate trabalham incessantemente para localizar sobreviventes em meio aos destroços na ilha de Kyushu, enquanto o país asiático enfrenta as consequências do forte abalo sísmico.
O que aconteceu
- O terremoto no Japão já provocou a morte de 34 pessoas, com equipes de resgate em busca de sobreviventes.
- Sete corpos foram encontrados nos escombros de um shopping em Kumamoto, e oito vítimas na fábrica da Nippon Paper Industries, em Yatsushiro.
- Milhares de pessoas estão em centros de evacuação, e dezenas de milhares de famílias seguem sem eletricidade e água corrente.
De acordo com o novo balanço, sete corpos foram retirados dos escombros de um shopping em Kumamoto, onde teria ocorrido uma explosão de gás após a queda da estrutura. Oito mortes também foram confirmadas na fábrica da Nippon Paper Industries, na cidade de Yatsushiro.
Nesta manhã, mais de 10 mil pessoas estavam em centros de evacuação. Ao mesmo tempo, cerca de 23 mil famílias seguiam sem eletricidade e 75 mil, sem água corrente. Além disso, centenas de idosos – o Japão tem a segunda população mais velha do mundo – dormiam sobre colchonetes finos em um centro comunitário na cidade de Uki.
Como o Japão reage a desastres?
O abalo sísmico de magnitude 7.1 na escala Richter atingiu a ilha de Kyushu na última terça-feira (28). A catástrofe causou danos generalizados, com a destruição de residências e quedas de pontes, além de provocar incêndios em meio ao forte calor que se abate sobre o país. As temperaturas poderão chegar a 38°C neste final de semana, o que agrava a situação das equipes de resgate e das pessoas desabrigadas.
O Japão é uma nação historicamente suscetível a desastres naturais. Há 15 anos, o país foi abalado pelo desastre de Fukushima, que combinou terremoto, tsunami e acidente nuclear, exigindo uma complexa resposta governamental e da sociedade civil para a recuperação das áreas afetadas e a segurança da população. A experiência acumulada ao longo dos anos permite que o país implemente protocolos rigorosos de evacuação e reconstrução, embora a escala e a intensidade de cada novo evento apresentem desafios únicos.
Da IstoÉ com ANSA.