Um terremoto de magnitude 7.4 na escala Richter atingiu a Colômbia na última segunda-feira (10), provocando a morte de pelo menos 224 pessoas e vasta destruição em cidades como Cali, Pereira, Quibdó e Manizales. O número de vítimas, divulgado pelas autoridades locais e agências internacionais, é provisório e tende a aumentar à medida que os trabalhos de resgate avançam, refletindo a gravidade do abalo sísmico.
- Pelo menos 224 pessoas morreram no terremoto de 7.4 na Colômbia, com Cali e Pereira entre as cidades mais atingidas.
- Autoridades locais alertam que o número de vítimas, que já ultrapassa 1,3 mil feridos, ainda está destinado a aumentar.
- A profundidade de 100 quilômetros do abalo sísmico, segundo especialistas, evitou uma catástrofe com potencial ainda mais devastador.
O número de óbitos baseia-se em dados veiculados pelas autoridades locais e foi inicialmente divulgado pela agência Reuters, embora as informações ainda sejam conflitantes. O boletim mais recente da Asocapitales, entidade que reúne as administrações das principais metrópoles do país, contabiliza 181 óbitos apenas nas capitais. Desses, 95 foram em Cali (Valle del Cauca), 72 em Pereira (Risaralda), nove em Quibdó (Chocó) e cinco em Manizales (Caldas), além dos mais de 1,3 mil feridos.
Qual a situação atual nas cidades afetadas?
A cifra de mortes ainda está destinada a aumentar. As capitais somam seis aeroportos com operações suspensas devido a danos provocados pelo terremoto, e um total de 153 construções colapsadas. Desse total, 66 ocorreram em Pereira, 56 em Cali, 17 em Manizales, nove em Quibdó e cinco em Armenia.
“Cali e Pereira apresentam a situação mais crítica, com estruturas colapsadas e pessoas presas [em escombros]”, destaca o comunicado da Asocapitales, que tem monitorado de perto a crise humanitária e estrutural provocada pelo evento.
Esforços de resgate e o impacto da profundidade do sismo
Em Pereira, socorristas trabalharam a noite inteira no escuro por causa de danos à rede elétrica, guiados sobretudo pelas vozes de pessoas soterradas em prédios destruídos. Para facilitar os resgates, os bombeiros pediram a civis e jornalistas que mantenham distância e silêncio máximo, de modo a permitir que eventuais sinais de sobreviventes sejam ouvidos pelas equipes.
O abalo sísmico foi registrado a cerca de 100 quilômetros de profundidade, o que, conforme análises, evitou uma catástrofe ainda maior. “Se o mesmo terremoto tivesse ocorrido a 50 quilômetros de profundidade, a devastação teria sido quase apocalíptica”, explicou Daniel Ruiz, professor de engenharia civil na Pontifícia Universidade Javeriana, em entrevista à emissora Blu Radio, ressaltando a importância desse fator geológico.