Terremoto em Campi Flegrei: famílias evacuadas temem não retornar para casa

Abalos sísmicos no supervulcão perto de Nápoles causam danos significativos e deslocam 350 pessoas

Terremoto em Campi Flegrei: famílias evacuadas temem não retornar para casa

Muitas das famílias evacuadas após o terremoto de magnitude 4.7 na escala Richter, que atingiu a região da caldeira vulcânica de Campi Flegrei, nos arredores de Nápoles, sul da Itália, temem nunca mais conseguir voltar para seus lares. O tremor da última sexta-feira (31), o mais forte na área em mais de 40 anos, provocou deslizamentos de terra e danos significativos a imóveis, deixando 26 pessoas feridas. Em consequência, cerca de 350 pessoas precisaram ser removidas de suas casas.

O que aconteceu

  • O terremoto em Campi Flegrei, com magnitude 4.7, o mais forte em mais de 40 anos na região, desencadeou danos estruturais e deslizamentos, resultando em 26 feridos.
  • Cerca de 350 pessoas, de 144 famílias, foram evacuadas e expressam preocupação com a impossibilidade de retornar para suas residências.
  • A área é afetada pelo fenômeno do bradissismo (elevação gradual do solo), mas especialistas afirmam que não há indícios de uma erupção iminente.

Esse foi apenas o mais recente de uma série de abalos sísmicos registrados nos últimos três anos em Campi Flegrei, termo que significa “campos ardentes”. A zona é atualmente afetada pelo fenômeno do bradissismo (ou bradismo), a elevação gradual do solo pela movimentação do gás e magma acumulados nas profundezas.

O bradissismo, que significa literalmente “movimento lento do solo”, caracteriza a caldeira do supervulcão subterrâneo de Campi Flegrei há vários séculos. Ele ocorre com períodos alternados de rebaixamento e levantamento do terreno.

É seguro voltar para Campi Flegrei?

Diante do cenário, a população local expressa grande apreensão. “As casas não aguentam mais, depois de anos de terremotos”, desabafou uma mulher que, nos últimos dias, tem dormido em um carro com o marido. Ela ressalta a dificuldade financeira enfrentada por muitos: “A verdade é que deveríamos ir embora. Mas poucos de nós têm condições financeiras para isso.”

A atual fase de elevação do solo na região de Campi Flegrei teve início em 2005. No entanto, segundo o geólogo Andrea Billi, do Instituto de Geociências do Conselho Nacional de Pesquisas (CNR-GEO), não há indícios de uma “erupção iminente” na região.