Agronegócio

Tereos sai de prejuízo para lucro líquido de 24 milhões de euros

São Paulo, 4 – A Tereos Açúcar e Energia relatou lucro líquido consolidado de 24 milhões de euros (cerca de US$ 26,93 milhões) na safra 2019/2020, encerrada em 31 de março, segundo balanço da companhia divulgado na quarta-feira. Em 2018/19, a sucroenergética havia reportado prejuízo líquido de 260 milhões de euros (perto de US$ 291,77 milhões). O resultado inclui as três divisões do grupo: Açúcar Europa, Açúcar Internacional e Amido e Adoçantes.

A companhia relatou receita consolidada de 4,438 bilhões de euros em 2019/2020, 1% superior à da safra anterior, de 4,492 bilhões de euros.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado na safra 2018/2019 foi de 420 milhões de euros, alta de 53% ante os 275 milhões de euros da safra 2018/2019.

A dívida líquida total consolidada foi de 2,558 bilhões de euros na temporada, queda de 3% ante os 2,631 bilhões de euros no período anterior. Além disso, o fluxo de caixa aumentou 43% na temporada na mesma base comparativa, de 163 milhões de euros para 234 milhões de euros.

Os resultados positivos, segundo comunicado da Tereos Açúcar e Energia, são fruto de um bom nível de desempenho operacional, além dos bons resultados comerciais e agrícolas. A empresa aumentou em 4% a produção de açúcar na safra 2019/20 ante a passada, para 4,475 milhões de toneladas. Dessa forma, a Tereos se consolida como o segundo maior grupo de açúcar do mundo.

No Brasil, de acordo com a empresa, o crescimento de 8% nos volumes de cana-de-açúcar e de 16% nas vendas de bioenergia, além da recuperação dos preços mundiais no fim de 2019, forneceu um impulso nos resultados da Divisão de Açúcar Internacional do grupo.

O Ebitda da divisão cresceu 32% e pode aumentar em mais de 6% na safra 2020/21, espera a empresa. Em contrapartida, a Tereos reforça que deve se beneficiar com a perspectiva de um volume de mais de 20 milhões de toneladas de cana brasileira na safra atual. O comunicado informa, ainda, que apesar da volatilidade nos preços por causa dos efeitos da pandemia do novo coronavírus, a empresa já havia fixado 80% das vendas de 2020/21 a termo antes da crise, a um valor mais alto do que o negociado atualmente.

Em relação ao etanol, o grupo sucroenergético acredita que a recuperação do consumo segue dependendo das medidas de confinamento no País, mas ressalta que ainda é cedo para avaliar os efeitos da crise no setor do etanol para o curto prazo. Diante disso, a Tereos afirma não antecipar, “nesta fase, um impacto desfavorável estrutural significativo de médio prazo dessa crise em seus mercados”. Se os preços do açúcar voltarem a se alinhar com os níveis observados antes da pandemia, a Tereos estima obter um Ebitda normativo entre 600 milhões e 700 milhões de euros em 2022.

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