Edição nº2564 14/02 Ver edições anteriores

Terceirização

COMUNICAÇÃO Santos Cruz cortou contrato de assessoria de imprensa na área internacional (Crédito:ERNESTO RODRIGUES)

Implementada na administração no governo Fernando Henrique Cardoso, a terceirização de serviços deverá sofrer uma redução drástica na era Jair Bolsonaro. O processo começa já na área de comunicação a partir das decisões do secretário de governo Alberto Santos Cruz. Um grande contrato com uma empresa de assessoria de comunicação para cuidar da assessoria internacional da Presidência foi desfeito. Pensa-se em criar uma agência própria para criar conteúdo de publicidade. E não deverá parar por aí. Os ministérios estão sendo estimulados a trocar assessorias terceirizadas por assessorias próprias. A tendência deverá seguir para outros tipos de serviços que hoje o governo terceiriza, como informática.

Filosofia
A tendência segue a filosofia militar, que centraliza mais os serviços e não acredita muito na eficiência da terceirização. O modelo foi vendido na era FHC como mais eficaz e mantido na era PT. Avalia-se, porém, que a modernidade e competência vendidas não corresponderam à realidade. Muito dinheiro teria sido ganho sem igual retorno.

Lentidão
O processo poderá ser lento em alguns setores, porque a tendência desmontou os mecanismos próprios que o governo tinha em muitas áreas, que podem ficar sem pessoal para tocar os serviços caso os contratos sejam todos desfeitos. Mas, segundo uma fonte do Palácio do Planalto, realizar de forma própria os serviços é o caminho desejado.

Veto do príncipe

GABRIEL REIS

Eleito deputado federal pelo PSL, o príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança (SP), tataraneto do imperador Dom Pedro II (1825-1891), pretende apresentar como primeiro projeto uma proposta para instituir o “veto popular de leis aprovadas pelo Congresso”. Hoje, o veto é de competência exclusiva do presidente da República. Cabe ao Congresso mantê-lo ou não. O projeto cria condições para que a sociedade possa também vetar as leis.

Rápidas

* Mal assumiu o mandato de senador, Major Olímpio (PSL-SP) já pensa em vôos maiores. Declara intenção de disputar o governo de São Paulo em 2022. Para se alavancar, pretende focar seu mandato no combate à corrupção e à violência.

* A deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) também pretende focar seu mandato no combate à corrupção. E em educação. Ela, inclusive, afirma já ter projetos prontos para encaminhar nas primeiras semanas da nova legislatura.

* Joice Hasselmann, porém, evita dar detalhes dos projetos que tem em mente. É mais um ponto na linha da paranoia interna que parece mover o PSL. A deputada tem receio que seus colegas “roubem” suas ideias.

* Um mês depois do início do governo, os emails institucionais do período de transição permanecem ativos. Isso gera um risco de segurança. Parte dos integrantes da transição não continuam mais no governo.

Retrato falado

“Viva Renato Russo. Um pensador genial” (Crédito:José Cruz /Agência Brasil)

A candidata a vice-presidente na chapa de Ciro Gomes, senadora Kátia Abreu (PDT-TO), caiu na velha armadilha das redes sociais de atribuir erradamente frases a personalidades. No Twitter, ela reproduziu a frase “Torcer para que um governo dê errado é desejar que o prédio desabe porque não gosta do síndico” como sendo do roqueiro Renato Russo. Contestada por pessoas que lhe diziam que o líder da Legião Urbana nunca disse tal frase, ela admitiu que tinha replicado uma postagem de um amigo.

E agora, Barão?

Marcus Barão, indicado para gerente de projetos da Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) é contra a redução da maioridade penal, uma das bandeiras do presidente Jair Bolsonaro. Em vídeo divulgado nas redes sociais no ano passado, ele ameaça colocar todo o Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) contra a proposta na porta do Congresso Nacional. Marcus Barão já foi beneficiário de R$ 66.500, fruto de um contrato de consultoria entre a Unesco e a SNJ na gestão Temer. Durante viagem em junho do ano passado financiada pelo governo federal, Barão se separou da programação oficial do evento da SNJ para se encontrar com o governador Flavio Dino (PCdoB).

Fogo amigo

Integrantes do PSL estão reclamando de altos salários que serão pagos a aliados do governo em empresas públicas. A empresária Letícia Catelani, por exemplo, assumiu a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) com um salário de R$ 40 mil, acima do teto constitucional.

Toma lá dá cá

Divulgação (Crédito:Divulgação)

 

Deputada Bia Kicis

Para concorrer à Presidência da CCJ, a senhora apoiou a candidatura de Rodrigo Maia (DEM-RJ). Isso não é a velha política?
Eu também queria uma política nova. Apoiava outro candidato, mas a candidatura não se consolidou. Fiquei preocupado com a governabilidade. Ele se comprometeu a nos dar as principais comissões.

Por isso, a senhora trocou o PRB pelo PSL?
Eu era filiada ao PSL. Fui obrigada a sair por uma questão interna no DF. Mas quis voltar. Conversei com o presidente Bolsonaro, que me deu apoio, pois sou muito leal a ele.

Essa lealdade não poderá provocar conflitos com a eventual análise de pautas encaminhadas pelo governo para aprovação da CCJ, caso a senhora seja a escolhida?
Minha lealdade é ideológica. Se o projeto não estiver  dentro da constitucionalidade,  eu vou dizer que não.

Levy conselheiro

Divulgação

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, ofereceu um cargo com salário de R$ 18 mil ao presidente do PRTB, Levy Fidelix, para que ele lhe prestasse assessoria política. Mourão é filiado ao partido. Fidelix declinou do convite. Foi aconselhado por amigos que sofreria um desgaste desnecessário frente ao salário, alto para o funcionalismo público.

Sala

Isso, porém, não impedirá Levy Fidelix de estar próximo do vice-presidente. Ele irá auxiliar como voluntário. Mourão pretende agora disponibilizar uma sala para que seu amigo e presidente do partido possa ajudá-lo quando vier a Brasília. A sala ficará próxima ao gabinete do vice, no anexo do Palácio do Planalto, onde trabalham seus assessores.

Em forma

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Um dos líderes da bancada evangélica, o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) fez uma preparação diferente para começar seu segundo mandato: uma rigorosa dieta. Em pouco mais de uma semana, Sóstenes perdeu aproximadamente 4 quilos. Já estava na casa dos 100 kg. Nas redes sociais, ele partilha a rotina de treinos com os eleitores.

 


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