A Intel, que passou por profundas reformulações no ano passado, aos poucos começa a embalar novamente. Nesta semana, a empresa anunciou que será uma das fornecedoras de hardware para o projeto Terafab, de Elon Musk.
Anunciado como o maior projeto de datacenter do mundo, a Terafab será composta de duas instalações gigantescas no Texas. Uma delas produzirá chips e outros equipamentos para os carros da Tesla, robôs humanoides e outros projetos de Musk. A segunda fábrica será especializada em produzir processadores de IA para datacenters.
Para a Intel, o anúncio é um marco relevante em uma trajetória recente conturbada. Em março do ano passado, Lip-Bu Tan assumiu o cargo de CEO e fez uma drástica reformulação na companhia, que incluiu demissões de milhares de funcionários e fechamento de escritórios e fábricas. Também como parte desse processo, a Intel recebeu investimentos do governo americano e até mesmo da rival Nvidia.
Um ano depois, as mudanças parecem ter tido o efeito esperado, com as ações da empresa subindo 150% nos últimos 12 meses. Mesmo ainda atrás das principais rivais, a Intel tem sido beneficiada por um mercado superaquecido e pela altíssima demanda por chips de IA e processadores mais convencionais.