Tenor Jean William celebra raízes latino-americanas em concerto na Catedral da Sé

Em apresentação única no dia 24 de março, o cantor une clássicos do continente ao projeto "Brunch na Catedral", promovendo uma experiência sensorial que integra música, arquitetura e espiritualidade

O tenor Jean William
O tenor Jean William Foto: Ana Karina Zaratin/Divulgação

No coração geográfico e simbólico de São Paulo, a Catedral da Sé prepara-se para um encontro que promete transcender a técnica vocal. No próximo dia 24 de março, às 20h30, o tenor Jean William sobe ao palco da Sala do Coro como convidado de honra da temporada “Tudo o que Move é Sagrado”. O evento é um dos marcos das celebrações dos 55 anos do Coro Luther King, instituição que se consolidou como um dos pilares da música coral independente no Brasil.

Resumo

  • O evento: concerto da temporada “Tudo o que Move é Sagrado”, celebrando os 55 anos do Coro Luther King.

  • O protagonista: Jean William, tenor brasileiro com carreira internacional e formação pela ECA-USP.

  • O repertório: clássicos latino-americanos como “Gracias a la Vida” e “Alfonsina y el Mar”, além de releituras de Guilherme Arantes e Beto Guedes.

  • Experiência agregada: o ingresso inclui um brinde com vinho e doces após a apresentação, parte do projeto de valorização do patrimônio da Sé.

O espetáculo não é apenas um concerto, mas uma imersão em um projeto que há meia década ocupa a Catedral de forma ininterrupta, unindo a grandiosidade da arquitetura neogótica à delicadeza do repertório erudito e popular. Para esta apresentação, Jean William — artista que já cantou para o Papa Francisco e no Principado de Mônaco — mergulha nas raízes do continente.

Um canto à Terra e à espiritualidade

O repertório escolhido por William é uma ode à conexão do homem latino-americano com a natureza e o sagrado. O público será conduzido por canções viscerais como “Gracias a la Vida” e “Alfonsina y el Mar”, além de obras como “Caballero” e “Fina Estampa”. A brasilidade também se faz presente com uma versão intimista de “Planeta Água”, de Guilherme Arantes, e o bis emblemático com “Amor de Índio”, de Beto Guedes e Ronaldo Bastos.

Jean William será acompanhado pelos violões de Pepe Salazar e Gui Braz e pela percussão de Fernando da Matta, com participações especiais do barítono Davide Rocca e do pianista Felipe Bernardo. O conjunto instrumental foi pensado para criar uma atmosfera de proximidade, reforçando o caráter emocional das narrativas populares que atravessam gerações.

Do interior de São Paulo ao mundo

A trajetória de Jean William é, por si só, uma história de superação e talento. Criado pelos avós em Barrinha, interior de São Paulo, o tenor teve seu primeiro contato com a música através do avô Joaquim, um boia-fria autodidata. Hoje, após lançar o álbum autoral ECOS, Jean consolida-se como uma das vozes mais inovadoras da cena contemporânea, transitando com naturalidade entre as óperas europeias e a canção popular brasileira.

Além do palco: convivência e patrimônio

O diferencial da noite estende-se para além dos aplausos finais. O espetáculo integra o projeto Brunch na Catedral, que convida o público para um brinde com vinho e doces após o concerto. A iniciativa visa aproximar os paulistanos da história e da beleza do complexo arquitetônico da Sé, transformando a visitação em um momento de troca e celebração da identidade cultural.

Serviço

Jean William – “Tudo o que Move é Sagrado”

  • Data: 24 de março de 2026, às 20h30.

  • Local: Sala do Coro – Catedral da Sé (Praça da Sé, s/n, Centro, São Paulo).

  • Ingressos: R$ 100 (inteira) / R$ 50 (meia) via Sympla.