Esportes

Tenistas brasileiros fazem investimento milionário em empresa de documentários de Tom Brady

Crédito: Reprodução Instagram

Tom Brady (Crédito: Reprodução Instagram)

Os tenistas brasileiros André Sá, Bruno Soares e Thomaz Bellucci resolveram firmar uma parceria e investir uma parte considerável do dinheiro que ganharam nas quadras na empresa Religion of Sports, uma produtora de documentários esportivos capitaneada por Tom Brady, o famoso quarterback do Tampa Bay Buccaneers e seis vezes campeão do Super Bowl.

Segundo o jornalista Alexandre Cossenza, colunista do UOL, a iniciativa de empreender partiu de Márcio Torres, empresário do trio dos tenistas, que foi procurado pela Elisian Park, uma firma de investimentos privados que conduziu a Series A de captação, que totalizou US$ 10 milhões. Torres foi responsável por reunir um grupo de investidores – a maioria formada por brasileiros – que entraram com 20% desse valor, o que equivale a perto de R$ 11 milhões. O tenista espanhol Fernando Verdasco, ex-top 10 do tênis, e o apresentador da Globo Felipe Andreoli também estão no grupo.

“Eu digo que são friends and family. São amigos próximos, várias pessoas que eu não posso falar o nome porque são presidentes de empresas e fundos, mas o grupo é bem legal. Foi relativamente rápido [reunir os investidores] pelo tipo de empresa e pelo que eu contribuo no negócio. Minhas conexões, minha expertise e tal. A dificuldade foi a pandemia. A gente fez isso mês passado [junho], em duas-três semanas, no meio da pandemia e o dólar a R$ 6. O cara que põe US$ 100 mil, são R$ 600 mil, é muito dinheiro”, contou Torres por telefone a Cossenza.

Márcio Torres é CEO da Linkin Firm e também agencia as carreiras de Thiago Monteiro, Bia Haddad Maia, Teliana Pereira e outros tenistas.

De acordo com o colunista de UOL, o investimento é considerado de médio e longo prazo e aposta tanto no sucesso de documentários esportivos recentes, como Tom vs. Time, sobre Tom Brady e produzido pela própria Religion of Sports (RoS), como na expansão do mercado de conteúdo sob demanda em plataformas de streaming.


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“A empresa já fez vários documentários de sucesso. Tem risco como tudo na vida, mas a gente acredita muito na equipe da Religion of Sports. Também há uma demanda muito maior, que não existia quatro-cinco anos atrás, de conteúdo digital porque as plataformas estão muito boas: DAZN, Amazon, Netflix, HBO, Showtime. A gente vendeu Serena, Kobe Bryant e Kelly Slater para a HBO. Vendemos o Tom Brady para a ESPN. Cada plataforma tem o seu timing, o tamanho do cheque, então depende, mas a demanda para esse tipo de conteúdo está aumentando mundo”, explicou o empresário.

A Religion of Sports tem no currículo, além de Tom vs. Time, que foi ao ar pelo Facebook Watch, os documentários Stephen vs. The Game (Facebook Watch), Why We Fight (ESPN+), Shut Up and Dribble (produzido por LeBron James e exibido no Showtime), Headstrong (NBC Sports), Kobe Bryant’s Muse (Showtime) e Greatness Code (Apple TV+).

A variedade de plataformas, obviamente, ajuda o negócio da RoS e, consequentemente, o investimento dos tenistas brasileiros. Com o esporte valorizado, todos que entregam conteúdo ao consumidor querem uma fatia do bolo. E quanto mais compradores, melhor para quem produz conteúdo de qualidade como a Religion of Sports.

O alto valor do esporte ao vivo na TV

“Esporte ao vivo é a única coisa que se você não vê e sai no Twitter, você vai perder emoção. Se você é flamenguista e vai fazer um churrasco na sua casa na final da Libertadores, a galera vai. Vai mulher, vai criança. O esporte une. A maior festa dos EUA é o Super Bowl. É por isso que os comerciais dos grandes eventos valem muito. Então há uma demanda por esportes, os preços de contratos de grandes eventos sobem, consequentemente sobe o valor do comercial e cresce a necessidade das plataformas on-demand de falar dos grandes feitos e dos grandes atletas. Isso não havia. Cinco anos atrás, não existia Netflix no Brasil”, lembra Torres.

Ainda segundo a coluna do jornalista no UOL, a disputa pelas plataformas por conteúdo de qualidade fica mais evidente no mercado dos Estados Unidos, onde o poder aquisitivo é maior e todo fornecedor de conteúdo quer poder oferecer “aquele” produto específico que vai fazer alguém pagar pelo canal.

“Aqui nos EUA tem muita série boa. Eu pago US$ 10 por mês para o Showtime porque eles têm uma série que chama Billions que eu adoro. Se eu não pagar, eu não vejo! Então qual é a briga das plataformas? Lançar algo que vai fazer o cara assinar a plataforma por causa de um produto! E aí, ‘já que eu paguei, deixa eu ver o que tem aqui. Ah, tem outra série legal. Tem o documentário do Stephen Curry. Legal. Aí tem o Kelly Slater também. Aí tem outra série que minha mulher gosta.’ Passaram seis meses, você está pagando o negócio e vai pagar para o resto da vida. Essa é a briga das plataformas.”.

Objetivo: ganhar 10 vezes o que foi investido

O tenista Bruno Soares, especialista em duplas, a melhor posição obtida por ele no ranking de duplas da ATP foi a de N° 2 do mundo, em outubro de 2016, já tem certa experiência com documentários. Em 2019, em parceria com o Grupo LX, produziu uma série de cinco capítulos sobre sua carreira. O material está disponível atualmente no DAZN. Mineiro de 38 anos, atual #25 do mundo no ranking de duplas, está confiante no negócio.

“O que mais me motivou é a gente estar associado a algo que a gente acredita muito, que é a área de entretenimento, e principalmente no esporte. É uma área que eu gosto muito e para a gente é uma grande oportunidade estar ligado a nomes como o Tom Brady e da turma que está envolvida na Religion of Sports. O grupo que a gente formou é muito forte, de pessoas muito bem sucedidas nas suas áreas, e é sempre importante esse tipo de relacionamento. O Márcio fez um grande trabalho em juntar todo mundo, então para a gente foi uma grande oportunidade de investir em um negócio de muito potencial e que a gente acredita demais.”

A intenção, segundo Torres, é conseguir um retorno de pelo menos dez vezes o valor investido: “Um fundo, se fizer um investimento que não recupera dez vezes o valor dele entre quatro e sete anos, teoricamente fez um mau investimento. Isso é regra mundial. Um belo investimento rende entre 12 e 14 vezes. Nós estamos nessa ideia de ganhar, no mínimo, dez vezes o que a gente investiu entre quatro a sete anos”, finaliza.

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