Cultura

‘Tenho muita inspiração em filmes’

PING: Daniel Ortiz autor

Salve-se Quem Puder parece ser uma trama com um quê cinematográfico. Você teve inspiração em filmes?

Sou um cinéfilo. Assisti a vários filmes desde criança, nos anos 50, 60, 70, 80, fui devorador de filmes dessas épocas. E dos anos 90 também. Depois eu me afastei um pouquinho porque o cinema mudou, tem tantos blockbusters, e aí é difícil você encontrar filmes bons como antigamente. Mas tenho muita inspiração em filmes, sim. A Alexia, que é atriz, vira e mexe quer resolver algum problema de acordo como um tal personagem de tal filme resolveu.

Era primordial que as protagonistas fossem muito diferentes entre si?

Achava que tinha de ter uma diferença substancial entre elas. Até porque elas estarão unidas, mas brigando de vez em quando. Serão obrigadas a conviver juntas e eram três estranhas. Então, vão ter que aprender a viver com os defeitos umas das outras, mas ao mesmo tempo relevar isso porque precisam umas das outras, estão na mesma enrascada.

Elas tinham sonhos e planos. Como elas conseguem ressignificar as próprias vidas a partir dessa mudança de rota?

Todas elas estavam para alcançar o grande sonho de suas vidas e tiveram que abandonar tudo. A Alexia com a carreira de atriz, é dada como morta e ainda tem que ver a irmã vilã ocupando o lugar dela na novela que ia fazer. Era o sonho dela fazer uma novela da Globo e ela tinha conseguido. A Kyra ia realizar o sonho de casar, agora vai ver o noivo chorando por ela nas redes sociais e ver a ex-namorada dando em cima dele. E a Luna já tinha terminado os estudos, faltava só a formatura dela de Fisioterapia. Ela e o pai são muito humildes, trabalharam muito para que ela se formasse. Então, ela não conseguiu dar esse orgulho para o pai. Quando elas entram no programa de proteção, acham que a vida acabou.

Qual o significado do furacão que surge no momento em que elas testemunham o crime?

O furacão tem um duplo significado. Elas são dadas como mortas no furacão e a vida delas realmente vira de pernas para o ar.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.