O estilo boho chic voltou ao centro das atenções e tem conquistado famosas e influenciadoras nas redes sociais, tornando-se uma das principais tendências do momento. Com peças fluidas, tecidos leves, elementos artesanais e uma estética que valoriza naturalidade e liberdade, o movimento ganhou força ao ser reinterpretado por celebridades e creators que compartilham seus looks e inspirações com milhões de seguidores.
Mais do que uma tendência visual, o crescimento do boho chic evidencia o impacto positivo das redes sociais na democratização da moda. Hoje, influenciadoras e famosas não apenas divulgam estilos, mas ajudam a traduzir tendências, aproximando passarelas, marcas e consumidores, além de incentivar autenticidade, conforto e expressão individual no vestir.
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Nomes como Marina Ruy Barbosa, Bruna Marquezine, Giovanna Ewbank, Carolina Dieckmmann e Rafa Justus são algumas das famosas que têm apostado na tendência. Especialistas explicam o porque o Boho chic tem se tornado o estilo queridinho dentre elas.
De acordo com *Leonardo Mencarini, especialista em moda, CEO e cofundador do Mercado Único, o boho chic combina referências do boêmio, do artesanal e do natural, com peças fluidas, tecidos leves e elementos orgânicos. Segundo ele, o estilo voltou a ganhar força porque dialoga diretamente com o momento atual. “Há uma busca maior por autenticidade, conforto e expressão individual, e as famosas e influenciadoras ajudam a impulsionar esse movimento ao reinterpretar o estilo com uma abordagem mais contemporânea e sofisticada”, explica.
Para Mencarini, o boho chic vai além de uma tendência passageira e reflete uma mudança no comportamento de consumo. “Existe hoje uma valorização maior de peças versáteis, com durabilidade e identidade. O consumidor transita por tendências de forma mais seletiva, incorporando apenas o que faz sentido para o seu estilo”, afirma.
Na visão de **Catarine Birk, especialista em marketing digital e CEO da Fri.to, o marketing de influência tem um papel decisivo na velocidade com que as tendências se espalham. “Ele acelera porque transforma tendência em prova social e em manual de uso. Antes, a pessoa via uma estética na passarela e levava tempo para virar vida real. Com influenciadoras, a tendência aparece em looks repetidos, em contextos cotidianos e com linguagem simples, então o público aprende como usar, onde comprar e como adaptar”, explica.
Ela acrescenta que o marketing de influência também encurta o funil de consumo, pois awareness, consideração e decisão acontecem no mesmo ambiente, com comentários, links e avaliações em tempo real.
Catarine ressalta que as marcas podem aproveitar o boho chic de forma estratégica, sendo importante não tratar a tendência como fantasia. “O boho chic tem códigos e valores como leveza, artesanato, textura e naturalidade. A marca precisa escolher o recorte que faz sentido para sua identidade e transformar isso em estratégia de produto e comunicação, com curadoria inteligente, collabs e conteúdos de styling que traduzam a estética sem virar caricatura”, orienta.
Leonardo Mencarini reforça que o aproveitamento estratégico depende da coerência entre produto, comunicação e posicionamento. “Quando a marca incorpora não só a estética, mas também materiais, modelagem, narrativa e estilo de vida associado, a tendência deixa de ser oportunista e passa a atuar como uma alavanca real”, destaca.
Catarine Birk também explica que o papel das influenciadoras não substitui as passarelas, mas redistribui a forma como as tendências chegam ao público. “As passarelas continuam sendo fonte de direção estética e inovação, enquanto as influenciadoras validam, traduzem e popularizam. Elas são a ponte entre tendência e comportamento real”, afirma.
Na mesma linha, Mencarini avalia que passarelas e influenciadoras atuam de forma complementar. “As passarelas direcionam a estética e as influenciadoras aceleram a tradução para o cotidiano, ampliando o alcance junto ao consumidor final”, pontua.
Sobre os cuidados na associação entre marcas e influenciadoras, Catarine destaca três pontos principais: alinhamento de valores, autenticidade e consistência. “Não é só estética, é credibilidade e comportamento. A influenciadora precisa realmente usar e sustentar aquilo, e a execução precisa ser contínua, porque um post isolado pode soar oportunista”, explica.
Mencarini concorda e reforça que o alinhamento é essencial para evitar impactos negativos na percepção da marca. “Mais do que alcance, é fundamental considerar coerência e credibilidade nas parcerias”, afirma.
Para Catarine, influenciadoras podem tanto amplificar tendências quanto criá-las, dependendo do seu poder de influência. “Algumas amplificam sinais que já existem, mas outras criam microtendências ao misturar referências e formar gosto dentro de suas comunidades”, diz.
Já Mencarini observa que, de forma geral, as influenciadoras atuam mais como amplificadoras de movimentos que já estão em construção na indústria, dando visibilidade e escala às tendências e tornando-as mais acessíveis ao público.
Sobre o risco de saturação, Catarine alerta que ele existe quando a tendência vira repetição. “Quando todo mundo usa o mesmo look, com a mesma referência, ela deixa de parecer descoberta e vira uniforme. O caminho estratégico é escolher um elemento próprio dentro da tendência e trabalhar com diferentes criadores e contextos”, explica.
Mencarini acrescenta que a saturação é um fenômeno cada vez mais rápido nas redes sociais, mas não significa o fim da tendência. “O consumidor passa a filtrar e incorporar apenas o que se conecta com sua identidade, prolongando o uso de algumas peças mesmo após o pico”, afirma.
Por fim, os especialistas apontam que o futuro das tendências impulsionadas por influenciadoras será marcado pela personalização e fragmentação. Catarine Birk acredita que as tendências caminham para um sistema de escolhas, com versões diferentes para nichos distintos e conteúdos que mostrem a prova de uso no dia a dia. Mencarini complementa que veremos múltiplas interpretações convivendo ao mesmo tempo, impulsionadas por comunidades e microinfluenciadores, tornando a moda mais diversa e menos centralizada.
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