ROMA, 9 JAN (ANSA) – As temperaturas oceânicas atingiram um novo recorde em 2025, chegando a 23 zettajoules, o equivalente à energia consumida pela economia global em 37 anos, segundo dados registrados em 2023.
A conclusão é de um estudo internacional com mais de 50 pesquisadores de 31 instituições no mundo, sendo duas italianas, que revelou que os mares armazenaram mais calor no ano passado do que em qualquer outro ano desde o início dos registros modernos.
A pesquisa, publicada na revista Advances in Atmospheric Sciences e conduzida por Yuying Pan e Lijing Cheng do Instituto de Física Atmosférica da Academia Chinesa de Ciências, confirmou que a temperatura nos oceanos continua a aumentar constantemente, ainda que o aquecimento não ocorra de modo uniforme.
As regiões que esquentaram mais rapidamente são o Atlântico Sul, o Pacífico Norte, o Oceano Antártico e áreas dos trópicos.
A análise aponta que a tendência de aquecimento dos oceanos se tornou mais acentuada a partir da década de 1990. Além disso, nas últimas décadas, observou-se também um ligeiro aumento na taxa de aquecimento dentro de 2 mil metros da superfície marítima.
No entanto, a temperatura média anual da superfície do mar é ligeiramente inferior em 2025 em comparação aos dois anos anteriores devido à transição do El Niño, que causou um grande aquecimento no Oceano Pacífico Central, Sul e Leste, para La Niña, que trouxe resfriamento a estas áreas em 2024.
As temperaturas da superfície do mar são particularmente importantes porque influenciam o clima global: quando mais altas, favorecem chuvas mais intensas, ciclones tropicais e inundações. (ANSA).