O presidente Michel Temer anunciou nesta quinta-feira um pacote de medidas microeconômicas para combater o desemprego, em meio à profunda recessão e aos escândalos de corrupção que ameaçam os membros do governo.
“São medidas para aumentar a produtividade do país e, em consequência, combater o desemprego”, afirmou Temer na entrevista coletiva concedida em Brasília, ao lado do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e dos presidentes do Senado e da Câmara, Renan Calheiros e Rodrigo Maia.
As medidas incluem a regularização de dívidas tributárias de empresas e pessoas físicas, incentivo ao crédito imobiliário, facilidades de crédito para pequenas e médias empresas, revisão da remuneração do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e a eventual redução dos juros no pagamento com cartões de crédito.
Temer prometeu uma “desburocratização” do processo para o pagamento de impostos, que no Brasil exige das empresas um “tempo excessivo” devido à burocracia.
Os anúncios para promover a economia chegam após o Congresso congelar os gastos públicos durante 20 anos, como parte das medidas de austeridade traçadas por Temer.
O próximo passo é a reforma da previdência, que prevê, entre outras medidas, a elevação da idade mínima para a aposentadoria. A reforma – criticada pelos sindicatos – deve enfrentar resistência no Congresso e despertar o descontentamento popular.
No momento, o desemprego afeta quase 12 milhões de pessoas no Brasil, 11,8% da população ativa.
Temer, que assumiu o poder em agosto, após o impeachment de Dilma Rousseff, tem seu governo sacudido pelo escândalo de corrupção da Petrobras.