Economia

Telefônica: será preciso que novo presidente remova barreiras a partir de janeiro

O diretor-presidente da Telefônica Brasil, Eduardo Navarro, direcionou seu discurso na Futurecom – feira do setor de telecomunicações – ao futuro novo presidente da República e defendeu que a conectividade da população à internet rápida seja uma prioridade do próximo governo. “Para isso, será preciso remover barreiras desde já, desde primeiro de janeiro”, afirmou.

Navarro criticou o que considera uma regulamentação pesada e obsoleta no setor, que inclui, por exemplo, a manutenção de milhares de orelhões ao redor do País, mesmo que esse equipamento esteja caindo em desuso. “As obrigações regulatórias que temos são completamente ultrapassadas”, apontou.

Segundo ele, cerca de 75% da rede de orelhões não fez nem recebe chamadas.

O executivo ressaltou que as empresas de telecomunicações já investiram aproximadamente R$ 900 bilhões desde a privatização do setor, no fim dos anos 1990. Isso coloca o setor como o terceiro que mais investe no Brasil, atrás apenas do conjunto das empresas de petróleo e energia.

Na sua avaliação, o problema do setor de telecomunicações não é a falta de investimentos ou a remessa de lucro para os acionistas estrangeiros, mas sim entraves de ordem regulatória e tributária que reduzem o retorno dos investimentos e inibem mais aportes. “A tributação, sabemos que não se pode mudar no curto prazo, é a mais elevada do mundo”, disse.

O diretor-presidente da Telefônica Brasil pediu que o novo governo estabeleça um pacto para priorizar a digitalização dos serviços. “É uma nova oportunidade para se resolver problemas do Brasil nas áreas da educação, saúde, segurança, entre outros”, defendeu.