O ex-técnico da seleção espanhola Robert Moreno negou nesta segunda-feira ter usado a ferramenta de inteligência artificial ChatGPT para se preparar para os jogos durante sua passagem pelo Sochi, clube da liga russa que o demitiu em setembro do ano passado.
Notícias recentes na Rússia afirmavam que Moreno havia sido demitido em grande parte por usar o ChatGPT em seu trabalho, inclusive para decidir escalações ou possíveis contratações.
“Nunca usei o ChatGPT ou qualquer inteligência artificial para me preparar para os jogos, decidir escalações ou escolher jogadores. Isso é completamente falso”, escreveu Moreno em uma carta aberta enviada ao jornal espanhol Marca.
O treinador de 48 anos admitiu que usava tecnologia em seu trabalho, mas que as decisões eram tomadas por ele mesmo, com o auxílio de sua comissão técnica.
“Minha carreira no futebol começou precisamente com a análise de dados e vídeos. Essa é minha especialização e o que fez a diferença nos meus primeiros anos”, continuou Moreno.
“Como qualquer comissão técnica profissional, usamos ferramentas de análise: GPS, Wyscout (um banco de dados de análise de futebol), vídeo e plataformas de observação de jogadores. A tecnologia ajuda a processar as informações mais rapidamente, mas a comissão técnica é quem sempre toma as decisões esportivas”, insistiu.
Moreno atribuiu as acusações a Andrei Orlov, ex-dirigente do Sochi com quem teve desentendimentos.
“Minha saída ocorreu por comum acordo, em um momento de resultados inconsistentes e divergências em relação aos planos esportivos, como acontece no futebol”, explicou o homem que foi técnico da seleção espanhola entre 2018 e 2019, quando substituiu Luis Enrique depois que o atual treinador do PSG deixou o cargo devido à grave doença de sua filha Xana.
Após a morte da filha, Luis Enrique retornou ao cargo e acusou Moreno de “deslealdade”, depois que Moreno tentou permanecer no cargo após classificar a Espanha para a Euro 2020.
“Apresentar a situação como ‘demitido por usar o ChatGPT’ simplifica algo muito mais complexo e, além disso, não é verdade”, concluiu o treinador, que, depois de sua passagem pela seleção espanhola, também comandou o Monaco e o Granada.
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