O afastamento médico da técnica de enfermagem do Hospital DF Star, confirmado pela unidade de saúde na terça-feira, 5, trouxe novos desdobramentos à acusação de agressão envolvendo o senador Magno Malta (PL-ES).
A profissional alega ter sido agredida física e verbalmente pelo parlamentar durante a realização de um exame de imagem no dia 30 de abril. O caso é investigado pela administração do hospital e pela polícia.
Por meio de nota enviada à IstoÉ, o hospital informou que a funcionária está afastada por recomendação de seu médico particular e reiterou que vem tomando todas as providências necessárias para colaborar com as investigações e atender às solicitações das autoridades.
Relembre o caso
O incidente teria ocorrido enquanto o senador estava internado para realizar uma angiotomografia de tórax e coronárias. De acordo com a técnica de enfermagem, o problema começou no início da injeção de contraste, quando o equipamento identificou uma oclusão e interrompeu o procedimento automaticamente.
Ao notar o extravasamento do líquido no braço do paciente, a profissional explicou que seria necessário realizar uma compressão no local, momento em que o parlamentar teria reagido de forma agressiva. Segundo a técnica, Malta se levantou do aparelho e supostamente desferiu um tapa em seu rosto, chegando a entortar seus óculos, além de proferir ofensas chamando-a de “imunda” e “incompetente”.
Em contrapartida, o senador Magno Malta nega veementemente as acusações e utilizou suas redes sociais para se defender, afirmando que a trata-se de uma acusação falsa.
Em vídeo gravado ainda no hospital, o parlamentar declarou: “Vocês me conhecem. Eu nunca encostei a mão em ninguém, nem nas minhas filhas, nem em nenhuma mulher”.
Posteriormente, defesa jurídica do senador complementou o posicionamento afirmando que, devido à internação após passar mal a caminho do Congresso, Malta encontrava-se sob forte medicação e com a cognição comprometida. Segundo os advogados, qualquer reação do parlamentar foi um reflexo ao sofrimento físico momentâneo e não direcionada à profissional, tendo ele acionado imediatamente seu médico responsável após o ocorrido.
O que dizem os sindicatos
As entidades de classe do Distrito Federal reagiram ao episódio, manifestando apoio à trabalhadora. O Sindate-DF (Sindicato dos Técnicos de Enfermagem) colocou-se à disposição da profissional e ressaltou que aguarda a apuração dos fatos. “Caso as denúncias sejam confirmadas, o Sindate repudia veementemente qualquer tipo de agressão ou desrespeito contra trabalhadores da saúde”, pontuou a entidade.
Já o Setorial de Mulheres do SindEnfermeiro-DF classificou a situação como ultrajante, criticando o que chamou de campanha difamatória contra a vítima. “Expressamos a necessidade de que a denúncia da técnica de enfermagem seja credibilizada e sejam tomadas as providências cabíveis pelas entidades de classe, pela Segurança Pública e pelo Judiciário”, declarou o sindicato em nota oficial.
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