A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), afirmou nesta quinta-feira, 12, que será candidata ao Senado por São Paulo nas eleições de outubro.
A emedebista disse que decidiu “cumprir a missão”, atendendo aos apelos do presidente Lula (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), e justificou a escolha porque São Paulo foi onde fez mestrado e suas filhas residem.
Tebet foi senadora e vice-governadora do Mato Grosso do Sul e muda de domicílio eleitoral para dar palanque a Lula no estado mais populoso do país. Em 2022, ela obteve sua maior votação para a Presidência da República em São Paulo — 6,34% dos votos no primeiro turno, acima dos 4,16% que teve nacionalmente.
Tebet precisará mudar de partido
Para concretizar a candidatura, no entanto, a ministra deverá ter de trocar também de partido. Legenda do prefeito da capital, Ricardo Nunes, o MDB paulista é aliado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), pré-candidato à reeleição e apoiador de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto.
Tebet, por sua vez, deverá compor chapa com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que integrantes do PT confirmaram à IstoÉ ter sido convencido a disputar novamente o governo do estado.
Como mostrou a IstoÉ, a ministra tem na mesa um convite do PSB e deverá se decidir até 4 de abril, data-limite para que candidatos estejam filiados às siglas pelas quais disputarão as eleições. Para a segunda vaga ao Senado no estado, o grupo trabalha com o nome de Marina Silva, ministra do Meio Ambiente também cortejada pelo PSB.