Taxa de desemprego no 2º trimestre atinge menor nível desde 2012

Índice de 5,4% representa queda em relação ao período anterior, mostra pesquisa do IBGE

Taxa de desemprego fica em 8,5% no trimestre até abril, afirma IBGE
Em igual período de 2022, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 10,5%. No trimestre encerrado em março de 2023, a taxa de desocupação estava em 8,8% Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A taxa de desemprego no segundo trimestre atingiu 5,4%, o menor nível desde 2012, quando a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua teve início no Brasil. O índice representa uma queda significativa em relação ao primeiro trimestre do ano (6,1%) e também na comparação com o mesmo período de 2025 (5,8%). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O que aconteceu

  • A taxa de desemprego no Brasil no segundo trimestre caiu para 5,4%, alcançando o menor patamar desde o início da série histórica em 2012.
  • O país registrou um aumento de 1,081 milhão de pessoas ocupadas, totalizando 103,1 milhões de trabalhadores e uma redução de 718 mil desocupados.
  • Setores como Transporte, armazenagem e correio, e Administração pública foram os que mais criaram vagas no período.

No segundo trimestre, o Brasil atingiu o expressivo número de 103,1 milhões de pessoas ocupadas, um acréscimo de aproximadamente 1,081 milhão em comparação ao primeiro trimestre. Paralelamente, o contingente de desocupados recuou para 5,9 milhões, representando uma diminuição de 10%, ou 718 mil pessoas, frente ao trimestre anterior.

A análise comparativa entre o primeiro e o segundo trimestres revela que alguns grupamentos econômicos se destacaram na geração de postos de trabalho. O setor de Transporte, armazenagem e correio registrou um aumento de 3,9%, incorporando mais 235 mil pessoas. Já a Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais expandiu em 2,6%, com a criação de mais 489 mil vagas.

A Pnad Contínua apontou que, no período de abril a junho, o país contava com 39,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada, enquanto 13,6 milhões atuavam sem esse tipo de registro. A taxa de informalidade, que mensura a proporção de trabalhadores informais na população ocupada, permaneceu em 37,4% no segundo trimestre.

Rendimento e informalidade do trabalhador

O rendimento médio do trabalhador brasileiro alcançou R$ 3.738, configurando o maior valor já registrado para um segundo trimestre. Contudo, esse montante ainda se situa abaixo do apurado no primeiro trimestre de 2026, que foi de R$ 3.765.

O IBGE considera informais os empregados sem carteira assinada e autônomos sem Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), por exemplo. Esses trabalhadores não possuem garantias como seguro-desemprego, férias e 13º salário, evidenciando a vulnerabilidade dessa parcela do mercado de trabalho.

A menor taxa de desemprego já registrada pela Pnad foi de 5,1%, no último trimestre de 2025. Em contraste, a maior taxa constatada, de 14,9%, ocorreu em dois períodos distintos: nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante o auge da pandemia de covid-19.

O que é a PNAD Contínua?

A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais, considerando todas as formas de ocupação, sejam elas com ou sem carteira assinada, temporárias ou por conta própria, entre outras categorias. Para ser considerada desocupada pelos critérios do instituto, a pessoa deve ter procurado efetivamente por uma vaga nos 30 dias que antecedem a pesquisa. O levantamento abrange a visita a 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal, garantindo abrangência nacional.

Caged e o mercado formal

A Pnad Contínua é divulgada um dia após outro indicador relevante do mercado de trabalho, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Caged monitora exclusivamente o cenário de empregos formais, ou seja, aqueles com carteira assinada.

De acordo com os dados do Caged, junho apresentou um saldo positivo de quase 145,2 mil vagas formais em todo o Brasil. No acumulado de 2026, o balanço totaliza 921,7 mil postos de trabalho com carteira assinada criados.