Taxa de analfabetismo no Brasil cai para 4,9% em 2025, diz IBGE

Indicador histórico divulgado pelo IBGE aponta avanço significativo na educação do país, com 8,4 milhões de analfabetos

Marcello Casal Jr./Arquivo/Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr./Arquivo/Agência Brasil

Em 2025, o Brasil somou 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais de idade analfabetas, correspondendo a uma taxa de analfabetismo de 4,9%, divulgou nesta sexta-feira, 19, o IBGE. É a primeira vez desde o início da pesquisa em 2016 que a taxa de analfabetismo fica abaixo de 5%.

Em 2016, 6,7% da população com 15 anos ou mais era analfabeta. Em 2024, a porcentagem de analfabetos era de 5,3%. Na passagem de 2024 para 2025, houve uma diminuição de 592 mil no número de pessoas analfabetas no país.

Já a taxa de analfabetismo entre as pessoas de 15 a 59 anos de idade foi de 2,6%, indicando que as novas gerações tiveram maior acesso à escolarização, sendo alfabetizadas ainda na infância.

 

Veja principais números do analfabetismo no Brasil

  • O Nordeste concentra mais da metade dos analfabetos (4,8 milhões de pessoas), com uma taxa de 10,6%.
  • A população com 60 anos ou mais era mais da metade (58%) do total de analfabetos em 2025. Eram 4,9 milhões de pessoas que não sabiam ler e escrever um bilhete simples.
  • Pela primeira vez, taxa de analfabetismo das mulheres na população com 60 anos ou mais (13,7%) passou a ser menor que a dos homens (14,1%). Já a taxa de analfabetismo entre pretos ou pardos (20,6%) é quase três vezes superior à de brancos (7,3%) nesse grupo etário.

Nível de instrução e acesso ao ensino superior

Em 2025, a proporção de pessoas de 25 anos ou mais de idade que terminaram a educação básica obrigatória – ou seja, concluíram, no mínimo, o ensino médio – manteve trajetória de crescimento e alcançou 57,4%. Destaca-se o percentual de pessoas com o ensino médio completo, que passou de 27,1%, em 2016, para 31,8%,
em 2025.

Pela primeira vez, mais da metade de pretos ou pardos com 25 anos ou mais (51,3%) tem o ensino médio completo. Já o percentual dessa faixa etária com curso superior completo atingiu 21,4%. Veja quadro abaixo:

Apesar dos avanços, a proporção de brancos de 18 a 24 anos com nível superior e que não frequenta instituição de ensino (6,2%) é mais que o dobro de pretos ou pardos (3,0%).

Os ‘nem-nem’

A pesquisa do IBGE revela também que 1 em cada quatro jovens (25,6%) de 14 a 29 anos não tem interesse em estudar.
Em 2025, o total de jovens que não estavam ocupados, não estudavam e nem se qualificavam somou 8,2 milhões em 2025, uma queda de 4,8% frente a 2024, quando havia 8,6 milhões nessa condição.
Cerca de 22,8% das mulheres jovens não estavam ocupadas, nem estudando ou se qualificando, enquanto entre os homens, esse percentual foi quase a metade: 12,4%. Já o percentual entre de jovens pretos ou pardos foi de 19,8%.01