Tarcísio diz que Bolsonaro ‘vê com bons olhos’ ida de Caiado ao PSD

Governador de São Paulo também reiterou que apoiará a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) Foto: PAULO GUERETA / GOVERNO DE SÃO PAULO

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse após visita a Jair Bolsonaro nesta quinta-feira, 29, que o ex-presidente vê com “bons olhos” a mudança do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do União Brasil para o PSD.

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Segundo Tarcísio, Bolsonaro avalia que o movimento de Caiado, que mantém firme sua pré-candidatura à Presidência, “vem para somar” aos interesses da oposição a Lula e ajudar a eleger um candidato de direita ou centro-direita em outubro deste ano.

No mesmo PSD, os governadores do Paraná, Ratinho Júnior, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, também são concorrentes declarados ao Palácio do Planalto no campo de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputará a reeleição. Segundo Tarcísio, Bolsonaro não mostra nenhuma “preferência” entre os três.

O governador também reiterou que apoiará a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência na eleição deste ano, e confirmou que disputará a reeleição para o governo paulista.

Flávio dentro, Tarcísio fora

A concentração de presidenciáveis na agremiação presidida pelo ex-ministro Gilberto Kassab sucede uma série de declarações do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmando que não concorrerá à sucessão de Lula em outubro.

Kassab é secretário de Governo de Tarcísio — posição essencial para a multiplicação de prefeituras do PSD no estado — e não esconde a predileção pelo governador paulista para o cargo. “A minha posição pessoal e a do PSD é que nosso candidato a presidente é o Tarcísio. Se ele não for, será o Ratinho ou o Eduardo Leite“, afirmou o dirigente semanas antes da filiação de Caiado.

Nos demais partidos da centro-direita, como União Brasil, PP e no próprio Republicanos de Tarcísio e em setores do empresariado, havia a tendência de unificação do campo ao redor de um projeto presidencial do governador paulista. Em linhas gerais, é consenso que, mesmo sendo ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL), ele teria capacidade de, no plano nacional, atrair setores refratários a Lula, mas distantes do bolsonarismo.

O curso foi alterado em dezembro. Da prisão onde cumpre pena por uma tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente lançou seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como pré-candidato à Presidência. Entre os elegíveis, o “01” é quem melhor performa nas pesquisas de intenção de voto contra o petista; as lideranças do “centrão”, no entanto, ainda não aderiram à candidatura pelos altos índices de rejeição que o sobrenome atrai.

Em demonstração de fidelidade ao ex-chefe, Tarcísio reiterou publicamente o desejo de um novo mandato no Palácio dos Bandeirantes e dará palanque a Flávio em São Paulo. Sem o ex-ministro, o caminho para o PSD alçar voo solo ficou mais aberto.