O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), respondeu nesta sexta-feira, 30, à declaração de seu secretário de Governo e Relações Institucionais, Gilberto Kassab (PSD), que disse que “uma coisa é gratidão, reconhecimento, lealdade; outra coisa é submissão”. Durante coletiva de imprensa na capital paulista, Tarcísio afirmou que sua relação com Bolsonaro “não tem nada a ver com submissão”.
“A decisão de ficar em São Paulo não tem nada a ver com submissão. É uma decisão que eu estou dizendo, e não é nenhuma novidade”, disse o chefe do Executivo paulista. “Eu tenho a minha linha própria, independente, mas sou um cara de time, de grupo, e vou continuar sendo.”
Tarcísio afirmou que mantém um compromisso pessoal com a gratidão e a lealdade com Bolsonaro, valores que, segundo ele, aprendeu “tanto nas Forças Armadas quanto em casa, com os pais, e a partir de sua fé”. Disse ainda que reconhece e valoriza aqueles que lhe estenderam a mão e abriram portas em momentos decisivos, observando que o apoio é mais fácil quando as pessoas estão em situação favorável.
“(Kassab) é um dirigente importante, um dirigente nacional, e fala como dirigente nacional dentro daquilo que acredita”, continuou o governador. “Ele é uma pessoa que tem opiniões próprias, como qualquer um.”
Ele negou qualquer desarmonia na relação com Bolsonaro, afirmando que houve apenas ruídos e divergências de interpretação, algo que considerou natural. Segundo ele, o vínculo com o ex-presidente sempre foi próximo, marcado por amizade e “consideração mútua”, sem que isso represente qualquer surpresa. Destacou também que o alinhamento com o PL é total e classificou o partido como fundamental no campo da direita no Brasil.
Tarcísio comentou ainda a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao PSD. Na sua avaliação, o goiano não encontrava espaço político no União Brasil e possui uma aspiração clara de disputar a Presidência da República. Ele disse ainda que tratou do tema em conversa com Bolsonaro no Complexo da Papuda. Segundo ele, o capitão reformado avaliou de forma positiva a entrada de Caiado no partido, entendendo que o governador contribui para o debate e para a estratégia política, dentro de uma lógica de união das forças no futuro.