O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, defendeu nesta terça-feira, 8 de setembro, em Buenos Aires, a criação de um mercado alternativo de matérias-primas para reduzir a dependência da China. A iniciativa visa aumentar a competitividade da indústria italiana e europeia, sendo discutida durante uma missão com mais de 100 empresas italianas.
- Itália busca mercado alternativo de matérias-primas para reduzir dependência da China e aumentar competitividade.
- Ministro Tajani assinou dois acordos com a Argentina, um deles focado em matérias-primas.
- A missão italiana liderada por Tajani, composta por mais de 100 empresas, visa discutir oportunidades na América do Sul.
Tajani lidera na capital argentina uma missão com mais de 100 empresas da Itália, com o objetivo de debater oportunidades no âmbito do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia.
Qual o objetivo da missão italiana na Argentina?
Durante a visita, o ministro afirmou que foram assinados dois acordos com o governo argentino, sendo um deles voltado para o setor de matérias-primas. “Somos um país industrial e não podemos ter um mercado dominado apenas pelos chineses, que seguem seus próprios interesses”, declarou Tajani.
Ele ressaltou a necessidade de “ter um mercado alternativo que nos permita sermos mais competitivos, com custos menores de matérias-primas”. Segundo o chefe da diplomacia italiana, os acordos firmados são de “muita importância” e servirão para “ajudar ainda mais” as empresas italianas.
Por que a Itália busca novos mercados?
“Se ajudamos as empresas, ajudamos a economia do nosso país e ajudamos os nossos cidadãos a viver melhor”, explicou Antonio Tajani. A missão liderada pelo ministro seguirá para São Paulo nesta quarta-feira, 9 de setembro.
(Da IstoÉ com ANSA)
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