O documentário "Caso Eloá: Refém ao Vivo", da Netflix, revisita o trágico sequestro de 2008 sob a ótica do feminicídio e da responsabilidade midiática, buscando dar voz à vítima, Eloá Pimentel. A produção analisa criticamente como a cobertura sensacionalista — marcada por entrevistas ao vivo com o sequestrador Lindemberg Alves — atrapalhou as negociações policiais e transformou o crime em espetáculo. Além de expor erros da imprensa e da polícia, o filme propõe uma reflexão sobre a atualidade da violência contra a mulher e a persistência de uma cultura social que ainda tende a culpabilizar a vítima.