A sustentabilidade das mudanças que vêm sendo implementadas na Eletrobras de fortalecimento da governança, melhoria de sua condição financeira e maior eficiência operacional dependem da privatização da companhia, disseram os principais executivos da estatal, em mensagem da administração divulgada nas demonstrações financeiras anuais publicadas na madrugada desta terça-feira, 27.
“A democratização do capital da empresa é o caminho natural para garantir que as transformações iniciadas no Plano Diretor de Negócios e Gestão 2017-2021 e reafirmadas no ‘Desafio 22: Excelência Sustentável’, o PDNG 2018-2022, sejam, de fato, sustentáveis ao longo do tempo”, disse o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, antes de citar a redução da alavancagem da companhia, de 6,7 vezes para 3,7 vezes em um ano, e as medidas de redução dos custos, como os planos de redução do quadro de funcionários, entre outras iniciativas em desenvolvimento que fazem parte do plano plurianual.
“Consideramos que o modelo proposto pelo governo é o único capaz de garantir que as mudanças implementadas na Eletrobras sejam sustentáveis no tempo”, reforçou o presidente do conselho de administração da companhia, José Guimarães Monforte, após destacar a obtenção de certificações relacionadas às práticas de governança adotadas pela companhia recentemente.
Segundo Monforte, a privatização, com a transformação da Eletrobras em uma “corporação mundial”, seria o único caminho possível para permitir que a Eletrobras volte a investir e não perca sua relevância no cenário nacional.
De fato, em meio à piora de sua condição financeira, a Eletrobras deixou de assumir novos projetos e reduziu seus investimentos, atualmente focados na execução de obras já assumidas. Em 2017, a companhia realizou R$ 5,2 bilhões em investimentos, 40% menos que o desembolsado em 2018. O volume total ficou em 58% do planejado.
Ainda no que diz respeito à privatização, o documento da Eletrobras destaca que apesar da decisão do governo federal de tomar as providências regulatórias para realizar a privatização, a efetivação da operação ainda depende de outras autorizações governamentais, avaliação das autorizações legais e regulatórias, além da avaliação do modelo a ser adotado e das obrigações contratuais assumidas pela companhia.