Novo suspense psicológico da Netflix mistura denúncias de assédio e jogos de poder

'A Acusada' já chama atenção na lista das produções mais assistidas da plataforma

Divulgação/Netflix
"A Acusada", novo suspense psicológico indiano que acabou de estrear na Netflix Foto: Divulgação/Netflix

“A Acusada”, um novo suspense psicológico indiano que acabou de estrear na Netflix, já ocupa um lugar entre as produções mais assistidas da plataforma. O filme chegou ao streaming na última semana, e está no top 3 dos mais vistos no Brasil. O longa aborda como acusações e julgamentos morais podem afetar as relações interpessoais.

O longa da diretora Anubhuti Kashyap acompanha a história da dra. Geetika Sen (Konkona Sen Sharma), uma ginecologista consagrada que é acusada de assédio sexual no local de trabalho. À medida que o julgamento público se intensifica, a ruptura se infiltra em sua vida pessoal e em seu relacionamento mais íntimo: o casamento com a dra. Meera (Pratibha Ranta).

‘A Acusada’ aborda como acusações e julgamentos morais podem afetar as relações interpessoais – Foto: Divulgação/Netfix

“Com o filme, eu queria explorar o que acontece quando a clareza das explicações nos é negada”, relatou a diretora em entrevista à Netflix. Ao portal indiano Bollywood Hungama, ela explicou a linha de raciocínio por trás da história. Um dos diferenciais da proposta, segundo a cineasta, é contar a narrativa pela perspectiva da acusada.

“O ponto principal que queríamos demonstrar é que julgamos as pessoas muito rapidamente. No momento em que surge alguma notícia em que alguém é acusado de um crime, somos muito rápidos em julgar e chamar aquela pessoa de criminosa, se é alguém de quem não gostamos. E se é alguém de quem gostamos, então a absolvemos imediatamente. O filme é sobre as nossas percepções enviesadas.”

Segundo ela, não é importante para a história saber se a protagonista é ou não culpada. “Eu espero que as pessoas não saibam disso no nosso filme”, admitiu. “Mas só não seja tão afoito para chegar a um julgamento, é este o ponto. E acredito que isso poderia ser comunicado muito bem com a personagem sob uma ótica negativa, e fizemos isso de propósito. Não queríamos olhar para ela como uma vítima.”