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Suspeito de matar premier libanês teria participado de mais três ataques

Suspeito de matar premier libanês teria participado de mais três ataques

(2004) O premier do Líbano Rafic Hariri - AFP/Arquivos

O Tribunal Especial das Nações Unidas para o Líbano anunciou nesta segunda-feira (16) ter indiciado um membro do movimento xiita Hezbollah – acusado de ter participado, em 2005, do assassinato do premier libanês Rafic Hariri – por outros três ataques contra políticos.

O juiz Daniel Fransen indiciou o suspeito Salim Jamil Ayyash “no âmbito dos atentados cometidos contra Marwan Hamadé, Georges Haoui e Elias Murr” em 2004 e em 2005, declarou o tribunal em um comunicado.

Trata-se do primeiro caso aberto neste tribunal desde sua criação, em 2007, em paralelo ao processo contra quatro suspeitos do homicídio de Rafic Hariri.

Entre as acusações contra Salim Ayyash, de 55 anos, estão cometer atos de terrorismo e homicídio doloso em três atentados diferentes.

No primeiro ataque, em 1º de outubro de 2004, em Beirute, o deputado druso e ex-ministro Marwan Hamadé e uma outra pessoa ficaram feridos. O segurança do deputado morreu.

O segundo também foi em Beirute, em 21 de junho de 2005. Um carro-bomba explodiu perto da residência do ex-secretário-geral do Partido Comunista Georges Haoui, em Wata Moussaytbeh. Ele faleceu no atentado.

O ministro cristão da Defesa Elias Murr foi ferido em 12 de julho de 2005, em um ataque com carro-bomba na periferia nordeste de Beirute. Uma pessoa morreu, e outras nove ficaram feridas.

Rafic Hariri, primeiro-ministro sunita do Líbano até sua saída em outubro de 2004, foi morto em fevereiro de 2005. Um homem bomba lançou uma caminhonete cheia de explosivos durante a passagem de seu comboio blindado à beira do mar de Beirute.

Salim Ayyash foi acusado de liderar a equipe que cometeu o ataque.

Outros dois homens, Hussein Oneissi, de 44, e Assad Sabra, de 41, estão sendo processados por terem gravado uma fita de vídeo cassete, assumindo a autoria do crime em nome de um grupo fictício.

Hassan Habib Merhi, de 52, também enfrenta várias acusações, entre elas cumplicidade para cometer um ato de terrorismo e complô.