O miliciano conhecido como Pipito foi morto na noite desta sexta-feira, 6, após troca de tiros com a polícia civil do Rio de Janeiro no bairro de Santa Cruz.
Rui Paulo Gonçalves Estevão, o Pipito, era suspeito de ser o substituto do miliciano Luiz Antônio da Silva Braga, o Zinho, como chefe de uma das maiores milícias da zona oeste carioca.
De acordo com o jornal O Globo, o miliciano era procurado pela polícia há vários meses e foi encontrado pela polícia na Favela do Rodo, em Santa Cruz. Ele reagiu e trocou tiros com policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e de Inquéritos Especiais (Draco-IE) e agentes da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil. Dois seguranças do paramilitar foram atingidos.
A Rio ônibus afirmou que três coletivos foram sequestrados e utilizados como barricadas na Avenida Antares, em Santa Cruz, no mesmo bairro onde Pipito foi capturado.
A polícia afirmou que o miliciano foi atingido após tentar procurar abrigo em uma casa da Favela do Rodo.
Pipito tinha no mínimo dois mandados de prisão emitidos pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em seu nome. Um desses mandados foi expedido em 11 de outubro, após o miliciano ser identificado como um dos responsáveis pela execução de um homem.
Segundo a polícia, a vítima teve o corpo carbonizado. Apesar das investigações, o cadáver não foi encontrado, pois teria sido destruído por Pipito e outros três milicianos que também estão sob investigação pelos mesmos crimes, incluindo o chefe Luís Antônio da Silva Braga.
Segundo a polícia, Pipito havia assumido o comando de algumas áreas do grupo paramilitar da Zona Oeste após Luiz Antônio da Silva Braga, o Zinho, se entregar na sede da Polícia Federal no último dia 24 de dezembro.